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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2014

Passatempo no facebook: José Alexandre Ramos oferece um livro de A.L.A. pelos dez anos do projecto!

Olá!
Para comemorar a efeméride de estar há dez anos com o trabalho voluntário de afirmação de António Lobo Antunes na web, eu próprio e sem qualquer apoio externo, decidi promover um mini-passatempo no intuito de oferecer um livro do nosso escritora quem, simplesmente, me escrever umas linhas sobre a importância deste projecto na web. O concorrente que melhor me convencer com os seus argumentos será premiado com um dos livros de António Lobo Antunes, à sua escolha!
Os interessados apenas têm que reunir, como disse, os seus melhores argumentos sobre a importância da existência deste projecto na web e enviar-me o seu texto, via mensagem privada da página do facebook. Não serão aceites participações via e-mail e os participantes devem ser seguidores da nossa página desta rede social. É, portanto, um passatempo exclusivo para utlizadores de facebook e seguidores da nossa página.

O passatempo decorre a partir de agora até às 23H59 do dia 14 de Setembro. Após cuidada análise dos textos propos…

Paulo Polzonoff Jr: «O elogio do silêncio alheio»

Uma das opiniões com quase (ainda mais um) anos que o nosso projecto, que comemora agora em Setembro o seu 10º aniversário, é este artigo do brasileiro Paulo Polzonoff Jr., que repescamos do seu site renovado:
O elogio do silêncio alheio
Julgam-me feliz: sou mouco. (António Lobo Antunes)
Gosto quando livros me dão um tapa na cara. E não existe esbofeteador melhor, hoje, em terras portuguesas, do que António Lobo Antunes. Resolvi, não sei por quê, reler seu Livro de Crônicas (D. Quixote, 1998), que comprei na terra do escritor, em Lisboa. Talvez tenha me batido um banzo do Castelo de S. Jorge. Naqueles dias quentes de setembro, entrei na Fnac e me abasteci com uns cinco livros do escritor que ainda era desconhecido por aqui. Entre eles este volume de crônicas, muito diferente dos romances do autor. Em Lobo Antunes, sempre ranzinza, para minha surpresa sobre lirismo. 
A primeira vez que li o livro foi numa destas banheiras brancas, em mármore, num pequeno hotel em Lisboa. O dono do hotel se …

«Não desistas tão depressa desse livro», por Emanuel Amorim em Orgia Literária

Não desistas tão depressa desse livro
A primeira vez que li António Lobo Antunes foi no meu décimo ano. Uma professora levou uma crónica e leu para nós. Era uma professora preguiçosa, que encontrava todas as desculpas para não nos dar aula (até porque mal dominava a matéria). Maravilhas do ensino profissional.
Desde logo fiquei fascinado pelas palavras de Lobo Antunes. Hoje já não recordo de que falava a dita crónica, mas recordo-me que no dia seguinte comprei A Morte de Carlos Gardel. Comprei este livro por cinco euros, numa papelaria que apenas tinha dois ou três livros, restos de colecções de jornais, e onde eu comprava todas as semanas o Blitz e DN (saudades DNA).
Não sei o que me cativou em António Lobo Antunes, mas a paixão não encontrou eco na minha primeira tentativa de ler A Morte de Carlos Gardel. Voltei a tentar uns meses mais tarde, mas voltei a não conseguir passar da primeira dezena de páginas - foram as minhas primeiras tentativas frustradas de ler os seus romances.
Desisti…

Rafael do Carmo Ferreira: resenha de Os Cus de Judas

Há muito tinha vontade de ler algo do português António Lobo Antunes. A primeira pessoa que comentara sobre ele foi o meu grande amigo (e leitor) Miguel, a quem sempre me refiro como o meu irmão lisboeta. A despeito do título que pode assustar os mais pudicos, os Cus do Judas, segundo romance do autor, é uma narrativa extremamente forte e elegante sobre as memórias de um veterano da Guerra do Ultramar (Lobo Antunes é médico e serviu como tenente médico nos três últimos anos da Guerra em Angola).
O romance é todo construído sobre o fluxo de consciência do narrador, que “fala” como se estivesse conversando com uma mulher que acabara de conhecer em um bar. Essa conversa leva o narrador a passear pela sua infância, numa Lisboa oprimida e opressora, pelas memórias da guerra de Angola e pela sensação de profundo abandono e inadequação do veterano que não conseguiu efetivamente voltar à vida civil.
Se fosse apenas pelo ponto de vista puramente formal, o livro já seria uma excelente escolha de …

Caroline V. Becker: «A personagem na crónica»

As crónicas de António Lobo Antunes são híbridas: por vezes, aproximam-se da construção de um espaço biográfico, por meio do qual autor-cronista anuncia pensamentos, discorre sobre diferentes assuntos e, até mesmo, narra sua vida do passado e do presente; em outros casos (…), a crónica aproxima-se (e apropria-se) da narratividade e da ficcionalidade, por meio dos mundos possíveis ficcionais e, principalmente, por meio da figuração de personagens.
Como identificar qual dessas realizações está diante de nossos olhos? Simplesmente por meio da leitura. O primeiro pacto estabelecido refere-se à voz – que voz é essa presente na crónica? Trata-se da voz de António Lobo Antunes (ainda que como uma persona) ou trata-se da voz de uma personagem, um signo – para lembramos as palavras de Cristina da Costa Vieira –, inserido em um contexto específico, em uma diegese? Nesse pacto, desvendado apenas após a leitura da crónica na íntegra, verificamos se na materialidade textual há uma personagem ou há …

25 novas citações de António Lobo Antunes acrescentadas

25 novas citações adicionadas hoje na base de dados desta rubrica. Descubra em http://alaptla.blogspot.pt/p/citacoes.html ou http://alanaweb.esy.es/Citações.
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