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Mensagens

A mostrar mensagens de Agosto, 2012

Passatempo «Não É Meia Noite Quem Quer»

PASSATEMPO ENCERRADO!


Com o lançamento do novo livro de António Lobo Antunes, Não É Meia Noite Quem Quer, previsto para Outubro, vamos oferecer, em parceria com a D. Quixote, três exemplares deste título, num novo passatempo a decorrer em Setembro.
Para se habilitarem ao prémio, os interessados têm de nos enviar por e-mail um texto criativo sobre António Lobo Antunes (qualquer aspecto que entenderem), onde se utilize, aleatoriamente, as palavras não, é, meia-noite, quem e quer.
Os termos são os seguintes: Passatempo a decorrer entre hoje e as 24 horas do dia 27.09.2012;O participante deve escrever um pequeno texto, de forma criativa, em língua portuguesa, sobre qualquer assunto que diga respeito ao escritor António Lobo Antunes e utilizando, de forma aleatória, as palavras não, é, meia-noite, quem e quer (não será aceite a ordem da formação do título do livro);O texto deve ter umtítulo e não deve vir assinado nem conter o nome do participante;O tamanho do texto deverá ser entre 300 a 800 …

José Alexandre Ramos: opinião sobre Fado Alexandrino

Impressões da releitura de Fado Alexandrino

Lembro que quando li Fado Alexandrino a primeira vez, há vários anos, o livro andou semanas dentro de mim, sem que fosse capaz de iniciar outras leituras (de outros autores) que não me entediassem logo nas primeiras páginas. Foi de tal modo o impacto que desejei ser realizador de cinema para que conseguisse colocar tudo aquilo num ecrã, pois que não bastavam as descrições que fazia do que havia lido; para contar sobre ele, tinha que dar a conhecer as imagens exactamente como se tinham fixado na minha mente durante a leitura – uma das mais rápidas e devoradoras que tive, mesmo sendo um livro enorme (mais que seiscentas páginas).
A releitura, porém, foi mais morosa, por um lado devido a razões particulares que não interessam à questão, e, por outro, sem dúvida a razão mais válida, para absorvê-lo de maneira diferente. Obviamente que, depois de ter lido tudo o que António Lobo Antunes publicou até hoje, o impacto desta segunda leitura não foi tão…

3º volume da Colecção ALA - Ensaio (LeYa - Texto Editora) para breve

O 3º volume da colecção será publicado em breve, e é da autoria de Ana Paula Arnaut:

Como trata a mulher António Lobo Antunes?As figuras femininas são abundantíssimas, na sua obra, marcadas por traços indeléveis de actuação e personalidade.Mas agem elas com frequência ou são meras personagens comparsas, de procedimento subordinado ao dos homens? Têm vincado o carácter ou, ao invés, apresentam compleição débil, não alcançando voz activa na intriga do romance?Ana Paula Arnaut, professora Agregada da Universidade de Coimbra e especialista desta obra, estuda com pormenor e rara argúcia, em todos os romances, as figuras femininas neles existentes, procedendo a finas análises do texto e de comportamentos nele representados, que impressionam pela tendencial exaustão do trabalho e pela justeza das conclusões, que nunca simplificam essa capacidade de sugestão e vaga impressividade que é dos encantos maiores da escrita de António Lobo Antunes.Este é o livro que faltava, para uma melhor compreens…

Estreia no dia 1 de Setembro «Guarda-Chuvas de Chocolate», espectáculo de teatro baseado nas crónicas de António Lobo Antunes

ESTREIA:1 de Setembro de 2012
SESSÕES: de 5ª a 2ª -  18:15h | 18:40h | 19:05h | 19:30h | 19:55h | 20:20h
LOCAL: SALA 3 - Teatro Rápido – Rua Serpa Pinto, 14 – 1200-445 Lisboa (CHIADO) http://teatrorapido.blogspot.com | www.facebook.com/teatrorapido
M/12 bilhetes a 3€
FICHA ARTÍSTICA INTERPRETAÇÃO Luciano Gomes | DRAMATURGIA E ENCENAÇÃO Paulo Morgado & Ruy Malheiro CENOGRAFIA Joana Patrício | DESIGN GRÁFICO Elisa Gomes

SINOPSE monólogo António, consciente da proximidade do fim do seu tempo, reflete sobre o que restou: a derradeira solidão recheada de memórias de uma vida passada. Como quem visita um álbum fotográfico repleto de cores, texturas e aromas de outros tempos, partilha com o espetador essas memórias com que dá corpo à sua história e o que ficou do seu pequeno mundo… memórias que são também as de um Portugal recente, comum a todos nós! Uma viagem no tempo que nos resta através do tempo que já vivemos…

“A infância atravessada é como uma espinha, a gente engole bolas de pão e não passa…”

Folha de São Paulo: «Minha profissão é escrever sem camisinha»

[continuação daqui]
Para Lobo Antunes, que redige seus livros a caneta, criar na tela do computador é como fazer sexo com preservativo
Autor define a criação como momento de angústia e solidão; na infância, apaixonou-se pela obra de Lobato
DE SÃO PAULO Folhas de papel A4 e caneta esferográfica. É o que basta para António Lobo Antunes escrever os seus livros. Avesso a celulares e cartões de crédito, ele não usa o computador para produzir. "Gosto de desenhar as letras, de bordar. Ver vidro é como fazer amor com camisinha. Minha profissão é escrever sem camisinha", conta. "Nos dias bons a mão fica a fluir e escreve sozinha." Às vezes saem só cinco linhas em um dia. Mas escrever, propriamente, não lhe dá prazer, revela ele. "Quando não escrevo me sinto culpado. A criação é um mistério. Há alturas de uma felicidade intensa, mas a maior parte do tempo é angústia. De tentar encontrar a palavra e a música e a cor. Talvez escrever seja a arte dos corantes." E por que esc…