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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2015

PASSATEMPO ANTÓNIO LOBO ANTUNES NA WEB & DOM QUIXOTE / LEYA

Anunciamos que o projecto António Lobo Antunes na Web está a promover um passatempo para os leitores de António Lobo Antunes em parceria com a editora Publicações Dom Quixote / LeYa cujo objectivo é premiar os participantes com livros autografados pelo nosso escritor. Convidamos-vos a participar nesta iniciativa tendo em conta o seguinte regulamento:
1. Para participar, os interessados apenas têm que responder a 3 questões (ponto 2.), com a condição de serem seguidores da nossa página de facebook em www.facebook.com/alanaweb.
2. As três questões envolvem os livros do escritor Sôbolos Rios Que Vão, Não É Meia Noite Quem Quer e Caminho Como Uma Casa Em Chamas, cujo enunciado é o seguinte:
Questão 1: Qual (ou quais) dos títulos foi, primeiro, publicado como título de uma crónica? a) Não É Meia Noite Quem Quer b) Caminho Como Uma Casa Em Chamas c) Sôbolos Rios Que Vão
Questão 2: Qual (ou quais) dos títulos vem de um poema? a) Sôbolos Rios Que Vão b) Caminho Como Uma Casa Em Chamas c) Não É Meia …

Consuelo Triviño Anzola sobre Memória de Elefante

Fazia muito tempo que não escutava um escritor “de casta” falar de seu ofício, que para mim é aquele tipo de autor que assume o trabalho criador com todos os riscos. Não me refiro só aos que deixam uma carreira paralela para se dedicar a escrever como um profissional da escrita (escritores / escrevinhadores – Barthes); mas aos que se submergem nas águas do seu idioma e vão cada vez mais fundo, além da aparência das coisas, na tentativa de desvendar os seus mistérios. Escrever é traduzir o intraduzível, o gemido, a solidão, a angústia, a culpa, a felicidade, emoções que se expressam sem palavras, que assomam ao rosto, modificando com o gesto, o trejeito ou a observação, a nossa percepção do outro. Um nó de emoções nos funde ou nos salva, e o escritor é esse artesão paciente que desfaz a rede para que saibamos quão longa é a corda, de onde surge, até onde chega, o que aprisiona e porquê.
Porém, uma coisa é o que diz um autor, o que opina sobre a escrita, sobre a arte e a literatura; e ou…

António Lobo Antunes no MOT - Festival de Literatura de Girona e Olot

António Lobo Antunes estará na 2ª edição do MOT, Festival de Literatura de Girona e Olot, que se realizará entre os dias 9 e 19 de Abril. O lema para o certame deste ano é "Escrever cidades". Segundo Laura Borràs, directora da 'Institució de les Lletres Catalanes', «as cidades têm a pele do asfalto e a pele feita pelos escritores com as suas palavras».
Em breve mais notícias deste evento que decorrerá nas duas cidades catalãs, Girona e Olot.





Notícia de Estandarte:
MOT, el Festival de Literatura de Girona y Olot, se celebrará en estas ciudades entre el 9 y el 19 de abril. Bajo el lema Escriure cuitas (Escribir ciudades), y comisariado por Mita Casacuberta —profesora de literatura contemporánea de la Universidad de Girona—, la segunda edición de MOT ha convocado a más de cuarenta escritores.
Los nombres internacionales brillan en esta escritura de ciudades que propone el MOT. El Londres de John Lanchester, el París de Eric Hazan, la Barcelona de Eduardo Mendoza, el México …

José Miguel Lopes - Cinco (possíveis) razões para ler António Lobo Antunes

António Lobo Antunes, escritor natural de Lisboa, é nome unânime quando se fala nos autores mais importantes do século XX – em Portugal e não só. Afinal, são da sua autoria alguns dos livros mais marcantes das últimas décadas como, por exemplo, “Os Cus de Judas”. E que dizer das várias distinções literárias que o autor já recebeu – como o Prémio Jerusalém ou o Prémio Camões?
Quando, todavia, o tema de uma conversa é António Lobo Antunes, não é raro haver quem de imediato invoque o nome de José Saramago. Por vezes, fazem-no numa alusão à rivalidade que houve entre estes dois homens das letras – em cujas comparações, o escritor lisboeta tende a sair algo menosprezado, em favor dos feitos do autor de “Memorial do Convento”. E há quem fale, ainda, de Lobo Antunes como um homem de alegado mau-feitio, que escreve de uma forma desnecessariamente complexa e ‘chata’.
Quer se aprecie a obra de Lobo Antunes ou não, difícil será negar o seu impacto e valor na literatura nacional. Mas, sendo assim, …

Le Temps (Suiça), crítica a Sôbolos Rios Que Vão - António Lobo Antunes no país da infância

António Lobo Antunes no país da infância


Após ter sido internado num hospital, o escritor português fez de Sôbolos Rios Que Vão um dos seus melhores romances

Em 2007, António Lobo Antunes, então com 67 anos, foi operado a um cancro no intestino num hospital de Lisboa. Como jovem médico, cumpriu a sua obrigação militar em Angola, durante a guerra colonial. Há pouco tempo teve de ser novamente operado, desta vez aos pulmões. Contudo, foi entre esses meses de Março a Abril de 2007 que tomou consciência da sua finitude, do pouco tempo que ainda tem. Em 2010 publicou o seu 22º romance, Sôbolos Rios Que Vão. O livro parece assumir a forma de um diário – desde 21 de Março a 4 de Abril de 2007. No hospital, o corpo é o palco de um coro de vozes que misturam o presente com um passado longínquo, através de uma polifonia que Lobo Antunes tem vindo a desenvolver ao longo de uma vintena de títulos, uma sinfonia que é sua marca indelével. Durante aquele tempo, entre o sono da anestesia e choque de um…

Imagens distorcidas de um espelho: Uma leitura autobiográfica de Sôbolos Rios Que Vão, de António Lobo Antunes

RESUMO: O trabalho faz uma leitura autobiográfica da obra Sôbolos rios que vão, do escritor português Lobo Antunes, a partir de textos teóricos a respeito das escritas de si. É necessário especular a possível vinculação do romance a essas narrativas devido às semelhanças e fatos encontrados no texto que remetem à vida do autor.
Sôbolos rios que vão, título que retoma os primeiros versos de “Babel e Sião”, de Luís de Camões, é o vigésimo segundo romance de António Lobo Antunes. Assim como no poema, o descontentamento com a situação do presente faz com que sejam trazidas à tona as lembranças de um passado saudoso porém inalcançável. Ao contrário do eu-lírico de “Babel e Sião”, que se sente desolado ao relembrar esse passado perdido, o narrador de Lobo Antunes consola-se em suas memórias e acolhe-se nelas para suportar as dores que lhe cercam, provenientes de uma luta fervorosa contra um câncer.
Como poema e romance compartilham a mesma temática geral, a efemeridade da vida que passa despe…

AM - opinião de leitura sobre Caminho Como Uma Casa Em Chamas

Este livro, último de António Lobo Antunes, tem como capítulos os diferentes apartamentos. É descrito a várias vozes, os vários narradores e a polifonia tão característicos da sua escrita.
Segundo direito. "sem gosto, os azulejos da cozinha atrozes, por baixo um casal de judeus emigrados...e um bêbado  com a família do outro, no terceiro uma actriz idosa...um prédio sem elevador nem garagem". "Até adormecer num divãzito que não existe mais, abraçado a um leão de pano a que falta uma orelha e mesmo sem orelha me defendia do mundo". " Nem no meu casamento bebi, apesar de tão aflito não bebi"." Não sei se sou infeliz, como se mede a infelicidade, devo ser infeliz..."
Segundo esquerdo. Juíza maltratada por todos os namorados mais novos. O marido deixou-a quando as crianças eram pequenas. 59 anos. Morou em Castelo Branco. Com peso a mais. Acha-se feia: "demoro-me numa loja até os espelhos me expulsarem, o rosto que se alterou, a cintura que já não…

Marco Caetano sobre Ontem Não Te Vi Em Babilónia (em 2008)

Trata-se do primeiro livro lido por Marco Caetano (de quem temos outras duas opiniões), que adquiriu por impulso quando, ao visitar a Feira do Livro de Lisboa de 2008, viu uma fila enorme para uma sessão de autógrafos de António Lobo Antunes, e não quis desperdiçar a oportunidade. 
É (também) de opiniões simples dos leitores que este projecto se sustenta. Por que é uma partilha, entre todos nós, leitores, de que se trata António Lobo Antunes na Web.
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Aconteceu magia na Feira do Livro de Lisboa [de 2008]. Algo que ainda hoje tenho dificuldade de explicar ou até mesmo de perceber. Quando passeava no recinto do grupo Leya em busca de novidades, vi uma fila enorme para autógrafos. Surpresa das surpresas, era António Lobo Antunes. Não resisti e apesar de saber que teria um largo tempo de espera à minha frente, fui escolher um livro ao calha para, também eu, garantir o meu autógrafo. Foram talvez cinco minutos apenas, mas asseguro que foram muito intensos... Uma experiência que gostaria de re…