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A mostrar mensagens de Maio, 2009

Maria Celeste Pereira: opinião sobre O Arquipélago da Insónia

Finalmente respirei fundo e lá tomei alento para ler “O Arquipélago da insónia” de António Lobo Antunes que, há já uns tempos, aguardava a minha leitura.

Começo já por dizer que, embora não aprecie particularmente a imodéstia, a presunção conscientemente assumida do autor, não posso confundir essa sua característica com a sua qualidade como escritor.

Pois bem, devo dizer que gostei bastante do romance (se de romance se trata e não quero nem tenho condições para entrar nessa polémica. Nem tampouco acho que tenha qualquer importância. É uma mera questão formal).
Lobo Antunes centra-se numa personagem, um autista, e através de um discurso narrativo permanentemente fragmentado, sem atender a sequencialidades temporais ou semânticas, a relações de causa/efeito, misturando o real com a ilusão, o presente com o passado, colocando os vivos a dialogar com os já mortos, vai-nos desfiando a história de três gerações de uma família rural, provavelmente ribatejana, desde a sua ascensão (com o avô com…