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Mensagens

A mostrar mensagens de Julho, 2009

Denis Araki: opinião sobre Os Cus de Judas

Sinopse: O livro revela aos leitores brasileiros, pela primeira vez, os horrores da guerra colonial na África, o reencontro de Portugal consigo mesmo e a dilacerante experiência de viver em silêncio uma ditadura fascista.

O português António Lobo Antunes, para alguns eternamente injustiçado pelo Nobel de Literatura de 1998, em sua recente visita ao Brasil, reafirmou seu carinho por nosso País. Ele não consegue imaginar o Brasil como um país, o que vem a sua mente são pessoas, doces, seu avô, que era de Belém, as cocadas de sua tia. É a visão de um autor que vem realizando um profundo retrato do Portugal contemporâneo, questionando o conceito de nação.
Os Cus de Judas, livro de 1979 que compõe a primeira trilogia do autor (os outros livros são Memória de Elefante e Conhecimento do Inferno), a que ele considera de aprendizagem, aborda os efeitos da guerra. A guerra em questão é a da libertação de Angola e seu resultado na figura de um médico enviado para o combate. Narrado em primeira pes…

Entrevista para Saraiva Conteúdo: «Se você quer mesmo escrever, tem que escrever para ser o melhor»

Site Saraiva Conteúdo entrevista exclusiva por Ramon Mello e Bruno Dorigatti Julho de 2009



«O escritor português António Lobo Antunes, vencedor do prêmio Camões em 2007, fala sobre o processo de escrever e seu mais recente livro, "O meu nome é Legião". Saiba mais em http://www.saraivaconteudo.com.br/Artigo.aspx?id=66»

Entrevista à Revista Época: «João Ubaldo anda um pouco preguiçoso»

Época entrevista de Luís Antônio Giron 10 de Julho de 2009

«João Ubaldo anda um pouco preguiçoso»
O escritor português António Lobo Antunes defende a literatura como um trabalho árduo e, por isso, critica o brasileiro, que classifica como um grande autor
Na noite do sábado, 4 de julho, o público da Festa Literária Internacional de Paraty levantou-se para aplaudir a fala do escritor português António Lobo Antunes. Com os olhos cheios de lágrimas, Lobo Antunes agradeceu. Em seguida, formaram-se filas para que ele autografasse os dois livros que está lancando no Brasil: O meu nome é legião (2008) e Explicação dos pássaros (1981). Na semana passada, no Rio de Janeiro, ele distribuiu mais autógrafos e usufruiu da popularidade. Sua vinda ao país depois de 25 anos é a consagração daquele que muitos especialistas consideram o maior escritor da língua portuguesa em atividade. Tudo isso não parece surpreender a esse ex-médico de 66 anos que publicou seu primeiro livo aos 36. Rival de seu conterrâneo…

Flip 2009, entrevistas: com Humberto Werneck 4

Flip 2009, entrevistas: com Humberto Werneck 3

Flip 2009, entrevistas: com Humberto Werneck 2

Flip 2009, entrevistas: com Humberto Werneck 1

Flip 2009, entrevistas: programa Entrelinhas

Na FLIP 2009: apanhados do encontro por Ana Cristina Melo

Festa Literária Internacional de Paraty 2009 Blogue Canastra de contos por Ana Cristina Melo 04.07.2009

Mesa de António Lobo Antunes


António Lobo Antunes não leu nenhum trecho de sua obra, pois como ele mesmo disse, não sabia onde havia colocado o papel. Mas ao final, quando ainda faltavam cinco minutos, ele revelou: "foi melhor assim". E eu concordo. Podemos ler seus livros a hora em que quisermos, mas ouvi-lo falar, são raras as oportunidades.

A mesa começou com a apresentação de Humberto Werneck. Mas não foi uma apresentação nos moldes tradicionais. Ele apresentou António contando uma pequena historinha do menino de sete anos, que na véspera de Natal, dentro de um táxi, pensava no que se tornaria, e decidia ser escritor. E ao chegar em casa, se pôs a começar a trabalhar no seu ofício. E que aos treze anos, já havia colocado num caderno o plano geral de sua obra completa, com os títulos inclusive.
António ia escrevendo e queimando no quintal da casa em Benfica, no bairro portugu…

NetSaber: artigo sobre Exortação Aos Crocodilos

A "Exortação aos Crocodilos" de António Lobo Antunes é um dos mais expoentes trabalhos na carreira deste escritor. O tipo de narração fragmentada é a marca distinta de um livro nada fácil de absorver, e, que valeu a António Lobo Antunes a nomeação para Prémio Nobel da Literatura.
Atordoante, pelas múltiplas vozes narrativas, cria um texto delirante mas ao mesmo tempo belo, com uma assombrosa autenticidade estilística. A narração é feita exclusivamente por quatro mulheres que vivem engajadas no mundo de antigos polícias da PIDE que torturam comunistas e organizam atentados de direita movidos por um saudosismo do regime de Salazar. Mimi é surda e só consegue ouvir o som das coisas e não das pessoas, despojada de interesse é escolhida por um milionário para casar. Celina vê-se obrigada a casar ainda cedo com um homem mais velho, como vingança torna-se amante de um milionário (justamente o marido de Mimi). Fátima é sobrinha de um bispo conspirador. Simone, gorda e complexada, enc…