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Mensagens

A mostrar mensagens de Março, 2010

R.B. NorTør: opinião sobre Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?

Que Cavalos São Aqueles Que Fazem Sombra No Mar?...
...Ou uma viagem às memórias de uma família. Ou uma viagem às memórias dos elementos de uma família. Ou uma viagem às memórias de cada um nós, no dia em que o nosso mundo se desfaz, uma viagem às profundezas da memória individual, não só de cada um, como de cada família, realizada através dos desabafos e das recordações de uma família de proprietários do Ribatejo.

É uma família atormentada pelas suas memórias, aquela que António Lobo Antunes nos traz nesta obra. Um pai morto e uma mãe a morrer, a empregada/ama bastarda e os filhos desavindos e desviados, quais alegorias dos males modernos que fervilham dentro de nós e nos fecham ao mundo dos outros. Somos levados por Lobo Antunes aos seus pensamentos enquanto esperam pela morte da mãe (não que a mãe não partilhe também as suas angústias do leito da morte) todos deambulando pelo solar dos Marques, percorrendo os seus locais e as suas janelas que engrossam, locais onde as suas memórias s…

Alfredo Monte: opinião sobre Auto dos Danados

Lirismo e realismo ao modo Lobo Antunes
MOTE

Para o grande pensador Georg Lukács, o ponto fundamental da épica narrativa era a questão da possibilidade e da necessidade da ação do herói: para que ela fosse possível e necessária o mundo deveria fazer sentido.

Na época burguesa, dificilmente há a sensação de que o mundo faça sentido. Ou o seu sentido é acumular capital? O herói do romance, a grande arte burguesa, procura, então, o sentido dentro de si, e o gênero narrativo descamba para o lirismo (descrição de estados de alma), uma vez que a realidade íntima do herói entra em confronto com a realidade exterior. Ou seja, a gente se acha demais, e o mundo de menos, árido e pobre.

Observando a trajetória da ficção contemporânea, vemos como diversos narradores, esmagado pelo peso sem sentido do mundo burguês, deixaram-se levar (via experimentação linguística ou via introspecção extrema) para um lirismo radical, deformando o imperativo épico de “representar a realidade”.


O CASO LOBO ANTUNES

O port…

Encontro com leitores em Coimbra

com Ana Paula Arnaut

«É um dos escritores portugueses mais aclamados no país e no estrangeiro e é, para muitos, um justo candidato ao Nobel da Literatura. António Lobo Antunes esteve na livraria Almedina Estádio Cidade de Coimbra para partilhar com os leitores a intimidade que se esconde nos e para além dos seus livros.»

Booktrailer: O Arquipélago da Insónia

O segundo de dois booktrailers que a Dom Quixote fez de livros de ALA. Porque deixaram de o fazer?

Booktrailer: O Meu Nome É Legião

O primeiro de dois booktrailers que a Dom Quixote fez de livros de ALA. Porque deixaram de o fazer?

Maria Celeste Pereira: comentário sobre a leitura de Sôbolos Rios Que Vão

1. dia 06 de Março
Li este livro há já uns meses largos. Mais precisamente, acabei de o ler no dia 21 de Outubro. A verdade é que tenho a data muito presente por tê-lo lido enquanto convalescia de uma inconsequente intervenção cirúrgica à qual fui submetida no dia 19. Claro que o li muito rapidamente. Na verdade não estava propriamente em condições de me ocupar com muitas outras coisas mas, ainda que não fosse esse o caso, teria sido um livro de leitura rápida pela sua envolvência.

E agora poder-se-á perguntar: se já o li há tanto tempo porque razão só agora aqui estou a deixar a minha opinião?

Pois isso deve-se à conjugação de dois factores.

Em primeiro lugar iniciei a leitura do livro no dia exacto em que apareceu nas bancas. Estava a passar um curto fim-de-semana em Cascais e vi-o na Bulhosa no dia 18 de Outubro. Calhou muito bem pois estava mesmo a acabar de reler o “Conhecimento do Inferno”. Era acabar um e começar logo o outro, boa!

Um grande erro. Nunca o havia feito e não aconselho…