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Mensagens

A mostrar mensagens de Abril, 2007

Da leitora Maria Castilho: «António Lobo Antunes...»

António Lobo Antunes,O seu último Livro  " Ontem não te vi ..."  repousa na m/ mesinha de cabeceira. É o meu companheiro de solidão. OBRIGADA por existir e por proporcionar aos seus leitores trabalhos de um tal calibre. Obrigada.             Este Poema é para si.             Espero que goste e que, pelo menos, tenha o mérito de o distrair um pouco:                             O MALMEQUER ...                 Para saber se me amavas                 Desfolhei o Malmequer !                 Uma a uma as pétalas arranquei                                     e perguntei:                         BEM ME QUER ?                         MAL ME QUER ?                 Enquanto isso fazia,                         Olhava para ti e sorria !                 Que me amavas, respondeu !                 Não me surpreendeu,                 Pois isso eu já sabia,                 Olhando para ti ... Eu sorria !                 Teus olhos estavam molhados,                 Brilhantes de tanto Amor,                 Teus …

Do leitor Anselmo Ruiz de Alarcón Jaramillo: «mucho ánimo»

Quiero dar mucho ánimo a António. Desde Sevilla, un apasionado lector que lucha y sobrevive a un cáncer y un infarto (sobre todo leyendo, leyendo a António Lobo Antunes). Con todo el cariño : Ánimo. (Perdón por no expresarme en portugués, me gustaría muchísimo hacerlo, pero no me atrevo).


Anselmo Ruiz de Alarcón Jaramilloe-mail de 23.04.2007

Da leitora Maria Valentina Mendes: «Caro António»

Caro António

Desculpe tratá-lo assim, mas faço-o em nome de um encontro juvenil que tivemos em 1958, do qual certamente se não recorda, e que em mim deixou uma agradável lembrança (50 anos é assim tanto tempo?...). No Carnaval desse ano, fui na companhia do meu irmão mais novo, colega e amigo do seu irmão João no “Camões”, a um “assalto” na vossa casa em Benfica.
Eu, que perdera uns meses antes o meu avô materno, o único que conheci, médico e republicano a quem venerava, e cursava já o 6º ano de História, sentia-me um pouco deslocada, com os meus 16 anos, nessa reunião de jovens “miúdos”. O António, não sei se o mais velho dos rapazes, mas pela certa o mais “adulto” …nos seus 15 anos, aproximou-se de mim, começámos a conversar e assim ficámos durante todo o tempo que a festa durou. Diverti-me imenso com o seu humor irreverente e o estilo um tanto “enfant terrible” !!!
Nunca mais nos voltámos a ver, porém quando publicou o primeiro livro passei a acompanhar a sua actividade de escritor, h…

Da leitora Cristina Machado: «António»

António

Leio-o desde a Memória.... e agora tenho o Ontem não te encontrei ... à cabeceira . Sou viciada nos seus livros e adoro as suas crónicas. Gostava de dizer que estamos todos consigo mas que em algumas fases da nossa vida estamos irremediavelmente sós. Gostava de lhe poder dedicar um poema mas não sou poeta, gostava de lhe dedicar um texto mas não me saem as palavras certas. Obrigada pelos seus livros e estamos todos à espera dos próximos.
Cristina Machado


Cristina Machado
e-mail de 19.04.2007

Crónica do Hospital

Não quero aqui ninguém. Quero ficar sozinho a medir isto, a minha doença, a minha mortalidade, o meu espanto. Por mais que repetisse – Um dia destes não acreditava que o dia destes chegasse. E agora, Março de 2007, veio com a brutalidade de uma explosão no peito. Não imaginava que fosse assim, tão doloroso e, ao mesmo tempo, tão pouco digno como e velhice e a decadência. Tão reles. O olhar de pena dos outros, palavras de esperança em que não têm fé, dúzias de histórias de criaturas que passaram por isso que tu tens agora e estão óptimas. Recuperando aos poucos da anestesia vou dando-me conta de que um bicho horrível em mim, ratando, ratando. Dois sentimentos opostos - Vou lutar, não vou lutar e o primeiro fala antes do outro – Chamem o Henrique. Um Grande cirurgião, um colega de curso, um amigo, uma das muito poucas pessoas a quem entregaria sem hesitações o meu corpo. Este texto talvez vá um pouco desconexo, desculpem, ainda estou fraco, a cabeça tem lacunas, falta-me vocabulário, há mais …

Gonçalo Figueiredo Augusto: duas opiniões sobre Não Entres Tão Depressa Nessa Noite Escura

1.
Li este romance, desculpem, vivi este romance entre agosto e outubro. Arrependo-me de não o ter lido, redesculpem, de não o ter vivido mais cedo, de não ter conhecido mais cedo a Maria Clara, as fantasias dela, as invenções, a inocência na forma de diário, a inveja da irmã
«A sua filha Ana Maria parece uma estrangeira»  «A Maria Clara é o homem da casa» 
lamento não ter conhecido mais cedo a velha com a boininha ridícula que apostava a fortuna da família no casino, lamento não ter entrado mais cedo na casa do Estoril com as fotografias do senhor general e do Presidente Krüger cobertas de pó nas prateleiras, os pretos e os árabes a invadirem os corredores da casa, a Adelaide a escoltar a 
«Menina» (a filha da menina «Senhora» a mãe da senhora «Menina»).
Creio que deveria ter entrado mais cedo na casa do Estoril, no diário da Maria Clara, no andar da Leopoldina em Alcoitão, no percurso das camionetas do Murtal, na clínica onde o coração do Luís Filipe desenhava adeuses no ecrã da máquina, no l…