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Mensagens

A mostrar mensagens de Maio, 2012

Alfredo Monte: opinião sobre O Arquipélago da Insónia

«e portanto não tenho senão uma mulher inventada a respirar do lado da consola numa cama de estilo, a prima Hortelinda a mostrar-me o livro
- Não constas aqui»
«deve ser o fim ou qualquer coisa parecida com o fim…»
Por conta de Drummond e a “estranha ideia de família viajando através da carne”, voltei a uma leitura que deixara interrompida, não porque o romance não fosse bom, muito, muito pelo contrário, mas por atribulações e vicissitudes pessoais: O ARQUIPÉLAGO DA INSÓNIA, de António Lobo Antunes, ainda sem edição brasileira.
Reli esta semana as cem páginas iniciais e depois o livro inteiro e portanto já posso dizer, de saída, que é uma das grandes obras do maior escritor de língua portuguesa do momento. É  parecido, sob alguns aspectos, com Eu hei-de amar uma pedra, inclusive pelo intrincado da narração, intrincado não pelos factos em si, mas porque nós os acompanhamos em toda a sua concreticidade, se é que se pode dizer assim, de uma concreticidade visceral, acachapante e depois eles …

Nuno Martins: opinião sobre A Morte de Carlos Gardel

Mais um fantástico livro de António Lobo Antunes...
Seguindo o meu périplo pela leitura de Lobo Antunes, cheguei "à vez" de "A Morte de Carlos Gardel", por ventura um dos seus livros mais conhecidos (e agora ainda mais devido ao filme, que infelizmente ainda não vi).
A história inicia-se e centra-se na personagem de Nuno, um jovem toxicodependente que dá entrada num hospital em fase terminal e a partir daí a acção evolui e passa para as pessoas que a ele estão ligadas.
O pai, Álvaro, que se separou da mulher quando o filho era pequeno, um homem sem ambições, "mole" e introspetivo, apenas com a sua paixão pelo tango e principalmente por Carlos Gardel, que o acompanha ao longo de toda a sua vida e que o liga ao mundo.
Claúdia, a mãe, independente, cuida do filho sozinha, tem vários casos depois de se separar de Álvaro, estando na altura numa relação com Ricardo que tem a praticamente a idade do filho.
Graça, a tia, irmã de Álvaro, médica e homossexual é a (supos…

Norberto do Vale Cardoso: «Evangelho de Judas segundo António Lobo Antunes»

Um excelente e inédito artigo sobre a guerra colonial na obra de António Lobo Antunes, escrito como primeiro ensaio da tese que foi publicada no volume A Mão de Judas (Col. Ensaio - ALA) por Norberto do Vale Cardoso:
A importância progressiva da obra de António Lobo Antunes não pode descurar o impacto da Guerra Colonial. Assim, trinta anos depois da publicação dos primeiros romances, cabe compreender que Memória de Elefante e Os Cus de Judas são romances de aprendizagem e formação, não apenas de uma experiência empírica narrada autobiograficamente, mas também de formação de um escritor. Este mistério da escrita, ou esta “inexplicável materialização do milagre”, que hoje se traduz na referência à mão que escreve está dependente de uma concepção do mundo que vem desedipianizar e desmistificar um país consolidado numa religiosidade crónica. Como se de um “evangelho” se tratasse, essa mão contacta com a vida dos “homens possessos”, aqueles que peregrinaram numa guerra inexplicável e inexpl…

Tiago M. Franco: opinião sobre Comissão das Lágrimas

António Lobo Antunes é um dos escritores portugueses mais premiados. Entre os vários prémios que conquistou, destacam-se o Prémio para Melhor Livro Estrangeiro publicado em França, 1997; o Prémio Jerusalém, 2005; e o Prémio Camões, 2007. Não deixa de ser curioso que só após a atribuição de dois dos prémios mais importantes a nível mundial tenha-lhe sida atribuído o mais importante prémio para escritores de língua portuguesa. Em Comissão das Lágrimas volta ao tema da guerra colonial.
Vive-se o período da pós-independência, as tropas portuguesas ainda estão em Angola, mas um grande sentimento de vingança está presente dos dois lados. Cristina saiu de África aos cinco anos, agora internada numa clínica psiquiátrica recorda esses tempos trágicos.
“Porque em Angola é assim, tudo ao contrário do que se imagina”.
O racismo; a incerteza no futuro; o medo; a responsabilidade de ambos os lados; o sentimento de culpa e de perdão ou a crueldade humana são temas abordados ao longo do livro.
“Um dia de…

Passatempo António Lobo Antunes e os leitores

[PASSATEMPO ENCERRADO]


Partindo da ideia inicial da partilha de fotografias dos leitores de e com António Lobo Antunes, vai decorrer durante o mês de Maio e a primeira quinzena de Junho mais um passatempo para a oferta de um exemplar da obra do escritor. O título desta vez escolhido é O Meu Nome É Legião.

Tema:António Lobo Antunes e os leitores Início: 1 de Maio Fim: 17 de Junho Prémio: 1 exemplar de O Meu Nome É Legião Como participar:enviar para o nosso e-mailalaptla@gmail.comuma foto como leitor de António Lobo Antunes e um texto que aborde a importância da proximidade entre este escritor em particular e os seus leitores.
Termos e condições do passatempo:
O participante tem de enviar uma foto em que se identifique como leitor de António Lobo Antunes, num dos seguintes contextos: a ler um dos livros, a receber um autógrafo do escritor (poderá neste caso ser a foto de um familiar ou amigo) ou uma fotografia da sua autoria sobre o escritor em qualquer evento, ou mesmo particular (desde que nã…