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A mostrar mensagens de Novembro, 2015

Sérgio Rodrigues escreve sobre Não É Meia Noite Quem Quer

‘Não é meia-noite…’: Lobo Antunes no labirinto da memória
O novo lançamento do escritor português António Lobo Antunes no Brasil, o romance “Não é meia-noite quem quer” [...], publicado em Portugal em 2012, oferece munição tanto a seus fãs incondicionais quanto a seus detractores. Estamos falando de um velho embate da cultura lusitana, a polarização entre os que acreditam estar diante do único escritor genial em actividade na língua portuguesa e os que julgam ter sido o autor lisboeta de 73 anos engolido pela própria vaidade de malabarista das palavras, terminando por sucumbir ao vazio do exibicionismo formal.
Naturalmente, o leitor não precisa se alinhar com nenhum desses lados, mesmo porque há um pouco de verdade em ambos. Antes de se lançar à aventura do livro, contudo, deve saber que “Não é meia-noite…” é um romance exigente que demandará sua adesão incondicional, uma espécie de profissão de fé renovada a cada página (às vezes penosamente) na recompensa proporcionada por uma hist…

O Estado de São Paulo «A ficção biográfica de Lobo Antunes»

Autor considera ‘Não É Meia-Noite Quem Quer’ sua obra mais pessoal
Do outro lado da linha, a voz soa acabrunhada – um dos mais importantes autores da língua portuguesa, António Lobo Antunes parece reforçar sua fama de não gostar de dar entrevistas. “Sobre qual livro vamos mesmo conversar?”, questiona e, depois de ouvir o título Não É Meia-Noite Quem Quer, a 28.ª obra de uma carreira notável, é quase possível vê-lo dar de ombros, mesmo estando em Lisboa. “Não tenho o que falar. Jamais releio meus livros e, ao final, são todos iguais para mim.”
O que poderia ser desanimador é, na verdade, um estímulo – aos 73 anos, Lobo Antunes é uma celebridade em Portugal, reconhecido onde quer que vá. Vários motivos explicam. Primeiro, sua literatura – para ele, a perfeição está longe de ser alcançada, daí sua escrita estar sob constante evolução, notadamente subversiva e radicalmente original. Não é para ser degustada e, sim, devorada.
Em segundo lugar, sua simpatia. Sim, António Lobo Antunes trans…