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Mensagens

A mostrar mensagens de Setembro, 2011

a publicar a (30 de Setembro? não) 3 de Outubro, se correr bem...

a publicar a 30 de Setembro 3 de Outubro*:



“Um doloroso canto de uma mulher torturada” foi o ponto de partida para Comissão das Lágrimas, o novo livro de António Lobo Antunes. A mulher torturada foi Elvira (conhecida por Virinha), comandante do batalhão feminino do MPLA, presa, torturada e morta na sequência dos terríveis acontecimentos de Maio de 1977 em Angola. Mas este é apenas um episódio num livro denso e sombrio sobre Angola depois da independência. António Lobo Antunes não quis fazer um livro documental ou uma reportagem “verídica” sobre o que se passou em Angola, antes usou a sua sensibilidade e o espantoso poder evocativo da sua escrita para falar sobre a culpa, a vingança, a inocência perdida.
* apesar de terem primeiro notificado que o livro estaria à venda hoje, dia 30 de Setembro, afinal só dia 3 ou 4 de Outubro é que as livrarias o terão disponível.

Memória de Elefante a preço mais acessível...

... através da colecção de bolso da LeYa, BIS. Segundo o Diário Digital de 28 de Setembro, «Memória de Elefante, de António Lobo Antunes, é o 100.º título da BIS, colecção de livros de pequeno formato da Leya. A editora revela que, "quem o adquirir terá, como oferta, A Mensagem, de Fernando Pessoa"».


As Coisas da Vida: livro de 60 crónicas de ALA publicadas no Brasil

citado do site http://www.estadao.com.br:

Tradição brasileira

Com as crónicas de 'As Coisas da Vida', António Lobo Antunes confessa paixão pelo género consagrado no País
Tudo começou como um exercício estilístico - em troca de um ínfimo soldo, o escritor António Lobo Antunes, um dos mais festejados da actualidade, começou a escrever crónicas dominicais para a imprensa portuguesa. "Depois de um tempo, quando já não estava mais disposto a continuar, pedi um valor bem mais alto, acreditando interromper a colaboração", contou ele ao Estado, em entrevista por telefone desde Lisboa. "Para minha surpresa, eles aceitaram e tive de manter a rotina."
Nada surpreendente, no final das contas, esse interesse dos editores. Conhecido por levar ao extremo a subversão da estrutura narrativa - cada capítulo de seus romances se compõe de frases que vão criando melodias e ritmos insuspeitos que conduzem a uma leitura vertiginosa -, Lobo Antunes, em suas crónicas, volta-se para a i…

Crónica «Juro que nunca vou esquecer»

Jornal de Letras, hoje nas bancas, tema dedicado a António Lobo Antunes

Edição 1069 do Jornal de Letras:
«António Lobo Antunes (ALA) é um dos grandes destaques desta rentrée. Em dose tripla: com um novo romance, Comissão das Lágrimas, nas livrarias a 30 de Setembro; com um filme "tirado" de A Morte de Carlos Gardel, que estreia a 22; com uma colecção de ensaio sobre a sua obra, dirigida por Maria Alzira Seixo, de que saiu agora o 1º volume - ao que acrescem os espectáculos de teatro e música a que já nos referimos. Neste tema, o JL conversa com ALA a propósito da sua escrita e deste novo romance; seguem-se a crítica de Miguel Real e um texto de Norberto do Vale Cardoso, que o enquadra na presença da guerra colonial na obra do autor, à qual dedicou a sua tese de doutoramento. Sobre a obra, em geral, e a importância nela das crónicas de ALA, escreve ainda Carlos Reis. Enfim, Solveig Nordlund fala daquele filme, de que é realizadora, e publica-se a respectiva crítica».
[sublinhados e link nossos]
Duas novidades, decorrentes da entrevista/conversa publ…

Comissão das Lágrimas pelo olhar de Norberto do Vale Cardoso

O título do novo romance de António Lobo Antunes, Comissão das Lágrimas, liga-se a um acontecimento importante da história de Angola, e em particular a dissidências internas do Movimento Popular para a Libertação de Angola (MPLA), que levaram, em 1977, a um golpe e atentado falhados a Agostinho Neto. Na sequência desses acontecimentos, o Comité Central do MPLA procurou apurar a identidade dos “fraccionistas”, constituindo, para o efeito, uma comissão de inquérito que ficou conhecida precisamente por “Comissão das Lágrimas”. Todavia, e apesar da importância contextual desses factos para o romance, não podemos ater-nos a eles, pois se na obra de António Lobo Antunes a realidade histórica surge sempre como uma referência importante, devemos estar cientes de que, nela, o “real” não segue pressupostos de verosimilhança ou de fidelidade realista.
De igual modo, a temática da Guerra Colonial, que tratámos ao longo deste ensaio, não está ao serviço de reconstruções históricas desse conflito, n…

Já à venda: A Arte do Romance, 1º volume da Colecção António Lobo Antunes - Ensaio

citado do site Mediabooks (LeYa): «Inclui estudos dos especialistas reunidos em Junho de 2009 no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa para estudarem a arte do romance na obra deste escritor». - pode ser encomendado aqui.
Trata-se do primeiro volume da colecção António Lobo Antunes - Ensaio. Conjunto de textos de estudiosos vários: José Gil, Paula Morão, Ana Paula Arnaut, Agripina Carriço Vieira, Eunice Cabral, Inès Cazalas e Catherine Vaz Warrot. Volume organizado por Felipe Cammaert.
A biblioteca António Lobo Antunes - Ensaio, publicada pela Texto Editores, trata-se de uma colecção de volumes dedicados a textos/ensaios sobre a obra de António Lobo Antunes "ou de índole comparatista que incluam, em proporções consideradas significativas, uma reflexão original e valiosa sobre a literatura deste autor português". Esta colecção é dirigida pela Professora Maria Alzira Seixo, da Universidade de Lisboa, sendo "entendida como Vertente B da «Biblioteca…

José Alexandre Ramos: Primeira angústia – capítulo final: o inferno depois do inferno

De forma a encerrar a catarse de tudo quanto fazia sombra ao jovem escritor António Lobo Antunes, faltava-lhe escrever sobre a profissão que exerceu: médico psiquiatra de um hospital de saúde mental que então (1980, ano em que foi publicado este livro) ainda se designava por manicómio.

Ponto de partida para percebermos o quanto a personagem que discursa (o psiquiatra, o ex-militar, o escritor) repudia o modo como eram tratados os doentes de uma instituição daquele tipo, àquela época. Percebemos que o título nada tem de casual, uma vez que a personagem, depois de falar sobre o terror da guerra e sobre as suas ambiguidades pessoais em Memória de Elefante e Os Cus de Judas (livros que apelido de  e 2º capítulos da primeira angústia do escritor), vem dar-nos conta de uma verdadeira descida ao inferno que é trabalhar numa instituição cujos responsáveis (estado e recursos humanos) ainda faziam tratamentos antiquados, e tratavam os doentes como seres inferiores, patente na forma como os méd…

Entrevista a TV3 (Catalunha) em Fevereiro

«"L'hora del lector" dedica aquesta setmana íntegrament la seva hora de durada a una entrevista en profunditat amb l'escriptor portuguès António Lobo Antunes. Màxim exponent actual de la literatura portuguesa, és autor entre d'altres de "La memoria de los elefantes", "Ayer no te vi en Babilonia", "Fado alejandrino" i "El orden natural de las cosas"»

* entrevista conduzida em espanhol
(52 minutos aproximadamente)
Obrigado a Sandra Amante pela notificação desta entrevista. Em post anterior coloquei alguns excertos, esta é a entrevista completa.

ALA não AO90

Apanhado no facebook:

«Tenho muito orgulho em escrever nesta língua e não percebo o acordo ortográfico, que é uma estupidez. Eu vou continuar a escrever da mesma maneira. (…) O acordo deve-se a razões económicas e políticas e não vejo necessidade em fazê-lo».


(não sei de que contexto a citação acima foi retirada, mas sei que ALA repudia o AO90, como seria já de esperar...)

Parabéns, António!