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21 de maio de 2016

Bebel Lye opina sobre Os Cus de Judas

edição brasileira Alfaguara
Calma! Os cus de Judas é uma expressão portuguesa que equivale ao nosso dito popular "onde Judas perdeu as botas". 

Olá lyevráticos! Tudo bem com vocês? Quem segue o blog no Instagram sabe bem que o livro Os Cus de Judas, do autor António Lobo Antunes, deu trabalho para mim. O post de hoje  além de resenha, será uma conversa franca sobre esta obra. Bem, para começar adianto que se você for um leitor iniciante ou ainda não tiver uma boa bagagem literária, é interessante evitar este trabalho. Por um motivo muito simples: complexidade. 

ENREDO
O narrador - que é o personagem principal - é português, reside em Lisboa e é mandado para a guerra na África - local que ele denomina cus de Judas (onde Judas perdeu as botas) - para servir como médico. Na realidade a histórica começa com o próprio narrador contando sua experiência na guerra a uma moça num restaurante em Lisboa. Conta de seus medos, das tragédias que viu, das mulheres que teve, das noites que se masturbou, da esposa que sentiu saudade, da filha que não viu nascer...

Toda a história é em formato de monólogo e confesso que não achei o ápice do enredo - aquele momento crucial. É um livro de não tão simples compreensão, porque o tempo não é cronológico e sim, psicológico. O narrador é criança, de repente já está na guerra, depois volta a ser adolescente... Outra dificuldade são os fluxos de consciência e memória. Eles se sobrepõem à história sem nenhuma marcação nítida: o narrador está na guerra combatendo doenças num parágrafo e no outro já está em casa com sua filha em Lisboa, depois volta à guerra. 

Eu li a versão em ebook, que contém 91 páginas muito bem organizadas. Não perde em nada para a versão impressa - tive acesso as duas. Uma observação interessante vai para a escrita: se você for o tipo de leitor que não gosta de ler obras com palavrão, evite esse livro. Por ser num contexto de guerra, por falar bastante dos desejos sexuais dos homens e etc. e etc... A história tem muitos palavrões. Particularmente não gostei da forma com que o livro trata e retrata as mulheres, mas isso seria assunto para outro post.

O lado positivo - sim, o livro tem muita beleza! - na minha opinião é a forma com que o autor descreve a Guerra da África, a escravidão, o período fascista em vigor, as citações que faz sobre Salazar... Essa descrição, cheia de humanidade é linda. Sem dúvidas, isso é o que faz o livro ser uma verdadeira obra de arte. O narrador é muito marcante. 


por Bebel Lye
15.05.2016

6 de maio de 2015

António e Maria pelo Teatro Meridional - a partir da obra de António Lobo Antunes



Centro Cultural de Belém, Pequeno Auditório

Para os dias 7, 8, 9, 11, 14, 15 e 16 de Maio às 21h e no dia 10 às 16h

Monólogo de Maria Rueff a partir da obra de António Lobo Antunes

Encenação - Miguel Seabra
Interpretação - Maria Rueff

Autor - António Lobo Antunes
Dramaturgia e adaptação - Rui Cardoso Martins

Espaço cénico e figurinos - Marta Carreiras
Música original e espaço sonoro - Rui Rebelo
Assistência de encenação e direcção de cena - Vítor Alves da Silva
Assistência de cenografia - Marco Fonseca
Operação técnica - Rafael Freire
Produção executiva - Natália Alves
Assessoria de gestão - Mónica Almeida
Direcção artística do Teatro Meridional - Miguel Seabra e Natália Luiza

Co-produção | CCB | Teatro Meridional

7 de setembro de 2014

O encontro de António Lobo Antunes com George Steiner em 2011

Saiu na revista LER em 2011 a reportagem sobre este encontro. Em 2012 pedimos permissão para reproduzir o texto publicado no nosso espaço. Foi-nos recusado, com o argumento, se bem me lembro, de que havia um acordo de não difundir para outros meios a conversa entre os doisvultos da literatura que se queria privada. Hoje, por mero acaso, acabo de descobrir que está há meses disponível no Youtube (o vídeo do encontro, não apenas o texto), publicado pelo canal do Centro de Literaturas e Culturas Lusófonas e Europeias da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa.

Critérios.

O que é importante é que agora podemos ver esse encontro:

8 de fevereiro de 2014

Imagem da Palavra

25/07/2013 - O Imagem da Palavra apresenta entrevista gravada com o escritor português António Lobo Antunes. O autor de Eu hei-de amar uma pedra comenta sobre a influência da psiquiatria em sua obra e sobre como é escrever seguindo o fluxo da consciência. O programa também convidou um leitor, um livreiro e um crítico de literatura para relatarem a experiência de se ler Lobo Antunes

1ª parte:
 

2ª parte:


3ª parte:

6 de fevereiro de 2014

Jornal de Letras: «Lobo Antunes, as três irmãs e uma garrafa de grappa», por Ana Margarida de Carvalho

O escritor António Lobo Antunes, em Udine, na cerimónia de entrega do Prémio Nonino: encantou-se com três belas irmãs que usam o mais sofisticado marketing no seu negócio de milhões, enfadou-se com a conversa "intelectual" de figuras de referência da ciência e da literatura mundiais, ensinou anedotas embaraçosas a jornalistas italianos e até cantou...


Havia um anúncio sobre pré-confeccionados em que dois cozinheiros supostamente italianos se punham a discutir: um insistia que o segredo estava na pasta; o outro retorquia que estava no molho. No caso da grappa (uma espécie de aguardente típica do norte de itália) da marca Nonino o segredo está numa combinação rara de alquimias e destilações de um tipo de uva muito selecionado, com mais de um século de depuração (desde 1897); não, o segredo está na garrafa, no design feminino, que faz com que a "bottiglia" mais pareça um frasco de perfume do que de aguardente; não, o segredo está num marketing muito inteligente e engenhoso que conseguiu transformar uma bebida tradicionalmente associada à pobreza e ambientes rústicos num produto altamente sofisticado, caro, consumido em meios elitistas; não, o segredo está na família (ou não estivéssemos nós em Itália) matriarcal, uma "nonna", três filhas, Cristina, Antonela, Eisabetta e sete netas (apenas um neto rapaz) que toma a cargo o negócio, a imagem e a marca; não, o segredo está na criação de um prémio internacional (o prémio Nonino existe há 39 anos), que distingue alguns dos mais prestigiados vultos da literatura e da ciência em todo o mundo, alguns deles posteriormente "nobelizados" (como V. S. Naipul, Tomas Transtromer, o chinês Mo Yan ou Peter Higgs), e que acrescenta à grappa Nonino todo um gosto extra a elegância, requinte, com tanto teor de álcool como de alta cultura (e só este evento que mobiliza mundos e muitos - mas mesmo muitos - fundos vale mais do que qualquer anúncio ou publicidade); não, o segredo está em tudo isto junto. Foi assim que António Lobo Antunes (um dos premiados deste ano) veio parar a esta cidade do nordeste de Itália (numa zona rural e industrializada), pouco turística, junto a Veneza, tão perto do mar, quanto das montanhas alpinas cheias de neve nos cumes, mais conhecida pela sua grappa (lá está), por ter uma tradição secular de construção de cadeiras (exportadas para todo o mundo), pelo presunto San Daniele e que tem como prato típico o "frico": batata cozida com queijo derretido. Foi assim que Lobo Antunes, que oscilava entre a satisfação e o seu habitual ar negligé, um misto de indiferença estudada e provocação, se viu nos salões de festas faustosas, servido por famosos chefs de cozinha, nas mesas em que se sucediam pratos de haute cuisine, e até um peixe gigante inteiro, exibido triunfalmente (comentário do escritor: "olha, o peixe do Emingway"), rodeado de mulheres belíssimas de vestidos de gala ("elas são tão simpáticas, e cheiram tão bem, e não repetem a toilette; cada vestido dava para nós vivermos durante um ano, basta passar a mão pelos tecidos para se perceber..." 

Na cerimónia de entrega (sábado, dia 25) com uma assistência de mais de 600 convidados (muitos deles ilustres figuras de Itália) - comentário de Lobo Antunes: "era tão bom que toda esta gente lesse" - ante os principais meios de comunicação daquele, entre coros e dança tradicional, os fornos das destilarias e as omnipresentes garrafas de grappa, o prémio do escritor português foi-lhe entregue por Claudio Magris, com um entusiástico elogio. Juntamente com o escritor português foram premiados o filósofo francês Michel Serres (entregue por Edgar Morin), o psiquiatra italiano Giuseppe Dell'Acqua (entregue por António Damásio) e a palestiniana, activista e escritora Suad Amiry (entregue pelo poeta sírio Adonis), que dedicou o prémio também à sua cadela: é com o passaporte do cão que entra em Jerusalém.

E se a família Nonino conseguiu desarmar todas as relutâncias e aquela fleuma altiva do escritor português, "destilavam" exuberância e simpatia, com um luxo, que sem ser nada discreto, não ostentava mau gosto ou qualquer exibicionismo provinciano, os jornalistas desconcertavam-se... Eles indagavam da sua relação com escritores italianos, como Tabucchi, e António Lobo Antunes divergia e citava políticos portugueses: "Aos amigos nunca se mente. À pide e às mulheres mente-se sempre". Prefere falar de Salgari, "tive a sorte de o ler na altura certa", de Italo Calvino, "a sua morte foi uma perda para toda a gente que gosta de literatura", do amor "que é feito de atenção delicada", de sexo, "sexo sem amor dá vontade de tomar banho por dentro" e das mulheres, "não há mulheres fáceis: ou são dificílimas ou impossíveis". Detestava ser mulher, admite, "ainda tinha de aturar um parvo a dizer mentiras, convencido que era capaz de conquistar uma mulher, quando na realidade, quem escolhe são elas. E eles, feitos tontos, já foram escolhidos mas não percebem, porque elas são generosas e convencem-nos disso". Recusa a ideia de que a estrutura narrativa dos seus livros, em que muitas vezes os tempos e as vozes se cruzam, seja uma técnica literária, aliás irrita-o a "proeza técnica" ("um livro tem de ser um murro, tem de agarrar o leitor pelo pescoço"), e está cada vez está mais convencido de que não há presente, passado ou futuro: "Existe um enorme presente em que nunca abandonamos as pessoas de que gostamos. Se eu ainda hoje sinto o cheiro de casa dos meus avós, isso quer dizer que eles já não existem?". Prefere não se pronunciar sobre escritores, "porque confundimos sempre paixões com ideias e não somos capazes de abdicar das nossas paixões", volta-se, antes, para aqueles que nunca se desvalorizam na sua bolsa de valores pessoal: Ovídio, Horácio e Virgílio. E cita o general do século XVII Montecuccoli, "que sem saber fez mais pela teoria da literatura do que qualquer académico" ao dizer "é preciso agarrar a oportunidade pelos cabelos, mesmo sabendo que ela é careca". Depois de um cancro no intestino, dois em cada pulmão, uma operação e tratamentos agressivos de quimioterapia, Lobo Antunes faz como Sócrates que quis aprender a tocar lira, mesmo sabendo-se condenado. De que te serve?, perguntavam-lhe os amigos: "Serve para tocar". "O que me interessa a mim ter estátuas equestres? A minha única chance é segurar uma caneta. Talvez haja dentro de nós uma esperança de eternidade. E de que algo nos salve, e de que... olhe, de que haja manhã...". E novamente Hemingway: "A morte pode destruir-me, mas não me mata".

Sente a mágoa da partida dos amigos, "sempre gostei de homens mais velhos", acorda a chorar pelo irmão Pedro, que morreu recentemente, "parece que a família ficou coxa", confidencia, atormenta-o ter perdido parte da sua beleza física - "agora sou apenas um senhor com algum charme" -, mas está convencido que a beleza de Paul Newman "impediu que percebessem o grande actor que era". Declara, perante os jornalistas aglo desconcertados, "que se Claudia Cardinalle escrevesse, faria livros épicos". Mas tem pena das escritoras mulheres "coitadas, os homens sentem-se intimidados, e estão sempre a tirar ilações do que elas escrevem". Ainda se sente capaz de cometer loucuras, de mudar completamente a sua vida, de ter alegrias súbitas, quando se sabe traduzido no Irão ou na Etiópia. "É tão fácil dizer amo-te e nunca dizemos. E ficamos com a ternura no colo como um bebé, sem saber o que fazer dele". E logo o raciocínio se vira para o Papa Francisco: "É conservador e populista porque diz coisas que os outros não eram capazes e como andamos todos com esta sensação de sermos mal-amados, ficamos com esta ilusão de que o papa vai mudar as coisas... Não vai."

Ao fim de três dias, Lobo Antunes dá sinais de inquietação. Tanta atenção, tanta ternura e alegria também cansam. "Elas abraçam-me", consente, "mas não são abraços apertados". Está farto de jantar com gente erudita, de conversas existenciais. Apetecia-lhe citar Walt Whitman: "I like animals because they don't discuss the existence of god". Cansado de ser polido, mas seduz os locais, quando se põe a trautear músicas italianas que sabe de cor. Eles pedem um fado, dizem que a língua portuguesa é "belíssima", parece, ela mesma, "um canto". Lobo Antunes não lhes fará a vontade, mas já no aeroporto (adora passar horas nas portas de embarque a reparar nas pessoas, adora os corrimãos das passadeiras, adora comida de avião "é como brincar aos jantarinhos, deviam abrir um restaurante só disto") confessa que o jazz, que o pai lhe dava a ouvir, o ajudou a "aprender a frasear". Ainda ofereceu o primeiro livro ao pai, ele chamou-lhe "livro de principiante": "também foi o único que lhe ofereci, não levou mais nenhum". Está impaciente por chegar a casa, aquela região traz-lhe amargas recordações infantis: aos nove anos foi fazer a primeira comunhão a Pádua, e perdeu-se dos pais na Praça de São Marcos, em Veneza, deixou-se ficar sentado em cima dos leões: "Andei pelas ruas sozinho, a chorar, uma angústia terrível. Anoiteceu e lembro-me da cara dos meus pais quando me encontraram, tão aflitos que nem se zangaram comigo". Está com saudades. "Tenho saudades de Lisboa, tenho saudades do mau gosto, tenho saudades de ouvir dizer 'esta gaja é tão boa'. E o poder de síntese desta frase, já viu?"

texto de Ana Margarida de Carvalho
06.02.2014

fotograma do vídeo da cerimónia de entrega dos prémios - ver abaixo (intervenção de ALA entre os 64 e 79 min.)

2 de novembro de 2013

Diário de Notícias: Lobo Antunes anuncia novo romance para 2014 - Dia do escritor no CCB

O CCB dedicou o dia de [29 de Outubro] à obra do escritor que acaba de lançar mais um livro de crónicas e tem novo romance prestes a sair: "Caminho Como Uma Casa Em Chamas".

Maria Rueff, comovida com António Lobo Antunes, e Guilherme de Oliveira Martins Fotografia © Sara Matos/ Global Imagens

Sairá primeiro na Holanda e só depois em Portugal, mas uma coisa é certa: no início do próximo ano há novo romance de António Lobo Antunes. Chama-se Caminho Como Uma Casa Em Chamas e passa-se num prédio onde os moradores, narradores solitários de si mesmos, são incapazes de compreender e de ser compreendidos. O anúncio foi feito ontem à tarde no Centro Cultural de Belém, em Lisboa, perante uma sala cheia de leitores apaixonados.

Porquê na Holanda? "Porque na Holanda há bicicletas de longos cabelos louros e luminosos a cruzarem as ruas", explicou o escritor, ainda debilitado por um internamento hospitalar recente antes de afirmar: "Não trocava os meus livros pela minha saúde."

A actriz Maria Rueff tinha 15 anos e o pai internado no hospital Miguel Bombarda, quando a irmã lhe deu a descobrir o livro Memória de Elefante. Numa das visitas ao pai levou o livro, armou-se de coragem e bateu à porta do médico que o tinha escrito. Ele recebeu-a, autografou-lhe o livro e foi o primeiro a grafar-lhe o nome pelo qual viria a tornar-se conhecida: Maria Rueff. A mestre do riso chorou e fez chorar a sala do CCB, onde estavam presentes Eduardo Lourenço, Júlio Pomar, Ana Luísa Amaral, Mário Vieira de Carvalho.

"Amo-o tanto que não sei amá-lo academicamente", foi com esta declaração de intenções que Rueff disse aquilo que muitas pessoas na assistência gostariam de dizer: que encontrou na obra de Lobo Antunes "o sublime que nos salva" antes de recordar o seu primeiro e decisivo encontro com o escritor.

Depois de uma tarde de intervenções de vários académicos, e leitores, António Lobo Antunes agradeceu "a ternura" e disse não conceber o mundo "sem ternura e generosidade". Numa intervenção curta o escritor defendeu que a "literatura não é um prazer", é sim "um alto preço que se paga em saúde, em esperança e em confronto constante com os próprios erros e limitações".




Este Dia Lobo Antunes é uma iniciativa do Centro Nacional de Cultura (CNC), em parceria com o CCB. Os presidentes das duas instituições, Guilherme d"Oliveira Martins e Vasco Graça Moura, defenderam a importância desta homenagem dizendo que Lobo Antunes "é um escritor que já tem uma obra maior mas que está ainda no seu apogeu criativo". E cuja obra "tem uma dimensão nacional e internacional sem comparações porque ele compreende as pessoas através da literatura".


fonte: Diário de Notícias
28.10.2013
texto de Joana Emídio Marques

17 de setembro de 2012

«Guarda Chuvas de Chocolate», pelo Teatro Rápido



Inspirado em crónicas de António Lobo Antunes. Espectáculos de 15 minutos. Mais duas semanas em palco. Mais informações aqui.

6 de junho de 2012

Rádio Renascença: entrevista de 2004

Repomos uma das poucas entrevistas de rádio. António Sala entrevistou António Lobo Antunes em 2004 e foi para o ar a 24 de Janeiro, ainda sob o pretexto da publicação de Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo. Nesta entrevista ALA relata a origem do livro seguinte, Eu Hei-de Amar Uma Pedra.

 

 * duração aproximada: 53 minutos

fonte: Rádio Renascença

15 de março de 2012

António Lobo Antunes em Praga em Abril


Citando o site Prague Writer's Festival:

Um dos mestres da ficção contemporânea, António Lobo Antunes nasceu em 1942, Lisboa. Cumpriu o serviço militar como médico na malograda guerra colonial em Angola, uma experiência - combinada com a opressão política do ditador Salazar - que contribuiu para a sua ficção.
«Se te preocupas, morres, se não te preocupas morres na mesma. Então não te preocupes»
De regresso a Lisboa em 1973, Lobo Antunes exerceu psiquiatria  - «um homem que conhece o gosto e o cheiro da poeira» - antes de se dedicar inteiramente à literatura.
«Obviamente que, no fundo, é a nossa própria morte que tememos quando imaginamos a de outra pessoa, e isso faz-nos covardes de nós mesmos»
Para George Steiner, Lobo Antunes é o herdeiro de Conrad ou Faulkner, emboraCéline parece mais preciso
Dos seus romances destacam-se: The Land at the End of the World (Os Cus de Judas), Knowledge of Hell (Conhecimento do Inferno), An Explanation of Birds (Explicação dos Pássaros), Acts of the Damned (Auto dos Danados), The Natural Order of Things (A Ordem Natural das Coisas), The Inquisitors’ Manual (O Manual dos Inquisidores), e What Can I Do When Everything’s On Fire? (Que Farei Quando Tudo Arde?).
«Nunca leio um livro meu, só os escrevo.»
António Lobo Antunes vive em Lisboa.

O escritor fará a sua presença neste festival, que este ano faz a sua 22ª edição, cujo tema se centrará em "Apenas o futuro existe". Decorrerá em Praga (República Checa) entre 14 e 18 de Abril.

6 de janeiro de 2012

ALA na Figueira da Foz - vídeo





No Casino da Figueira, quando da apresentação de Comissão das Lágrimas, em 16 de Dezembro.

duração: 27 minutos

10 de novembro de 2011

António Lobo Antunes em Castelo Branco



Nesta reportagem (1' 37''), feita pela localvisão tv, sobre a sessão de autógrafos em Castelo Branco no passado dia 4, o escritor volta a reafirmar o profundo desgosto pela situação actual do país, e pela falta de apoio à cultura por parte do governo central, reafirmando que é o poder local que ainda faz alguma coisa.

Crónica «Nós» com reflexão sobre a sua leitura por Olga Fonseca

Nós Não precisávamos de falar. Como ele dizia – Tu sabes sempre o que eu estou a pensar e eu sei sempre o que tu estás a pensar ...