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Mensagens

A mostrar mensagens de Outubro, 2008

Visão: Campo, contracampo

Visão- entrevista de Sara Belo Luís, à conversa com António Lobo Antunes e Gonçalo M. Tavares 23 Outubro 2008
Campo, contracampo
Um livro, dois escritores e a VISÃO a escutar. O filme de um encontro feliz entre António Lobo Antunes e Gonçalo M. Tavares
Com a quinta edição de O Arquipélago da Insónia (Publicações Dom Quixote) a chegar às livrarias, António Lobo Antunes, 66 anos, recebeu no ateliê onde escreve o «leitor» Gonçalo M. Tavares, 38 anos. Não se conheciam pessoalmente, mas acederam ao convite. Falar sobre literatura, deixando-se ouvir pela VISÃO. Deste encontro há-de resultar, dentro de dias, uma apresentação pública da nova obra por Rui Cardos Martins e Gonçalo M. Tavares, assim o quis o próprio Lobo Antunes. Conversa solta à volta dos livros com a voz (quase) muda de uma jornalista em corpo presente.
"Um escritor não é bom escritor se não pensar que é o melhor" . António Lobo Antunes
"O prémio Leya é estúpido. Um prémio só internacionaliza um autor quando, no passad…

O arquipélago do futebol

A Bola - Entrevista de Vítor Serpa 18 Outubro 2008

Admirável poeta de prosas, António Lobo Antunes acaba de publicar o "Arquipélago da Insónia". Gosta tanto de futebol - o futebol do desporto, não o da indústria - que alguém, um dia, lhe chamou o Eusébio das letras. «O Eusébio é responsável por algumas das minhas alegrias; António Lobo Antunes por algumas das minhas maiores chatices» - respondeu então. O único escritor vivo nobelizável concedeu a A BOLA - seu jornal de sempre - uma tão surpreendente como fantástica entrevista.
Trouxe comigo uma entrevista sua, dada ao Carlos Miranda, de há vinte anos. Uma entrevista notável...
Tive esse privilégio. A BOLA sempre teve grandes jornalistas e uma grande preocupação cultural. O Miranda era um desses grandes jornalistas. É uma pena que as suas crónicas da Volta a França nunca tenham sido publicadas em livro. Aquelas crónicas com o Agostinho são admiráveis e olhe que este é um termo que eu uso poucas vezes...
Lembra-se dessa entrevista?

Pública: Achas que a vida foi vida?

Pública, suplemento do jornal Público - entrevista de Anabela Mota Ribeiro 12.10.2008

«Como posso eu, cristal, morrer?»

Ninguém, senão Lobo Antunes, poderia escrever a seguinte frase: "Um camafeu com crisântemos pintados." Ou: "Girinos novos e abelhas incompletas a aprenderem a ser." Tem uma voz própria. Aprendeu a ser. Ou como ele diz: "Ninguém escreve como eu."

Lobo Antunes c'est lui. Uma única voz. Falou de querer pôr a vida toda dentro das capas de um livro. Do pai. Do Antonioni de que já gosta. Do que aprendeu com Cartier Bresson, que lhe pediu que escrevesse para fotografias suas. Do pai. Sempre do pai. Talvez o pai tivesse razão. E mais que tudo da doença. E se eu morrer? Falou do sapateiro que dizia que as mulheres seduzem pela palheta; porque elaboram melhor as emoções, os afectos. Os homens são primários: um par de pernas que passa e ficam a olhar - ele fica a olhar. Da doença. Da alegria em que o haver sol o deixa. Do livro que acaba de sair, A…