Por Alexandre Valinho Gigas
Rádio Universidade de Coimbra
Mostrar mensagens com a etiqueta Áudio. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Áudio. Mostrar todas as mensagens
7 de julho de 2016
6 de julho de 2015
Irmãos Lobo Antunes no Festival Internacional de Cultura em Cascais
Manos Lobo Antunes cruzam vidas no Festival de Cascais
O auditório da Casa das Histórias de Paula Rego ficou sem lugares para assistir à conversa sobre livros entre os dois irmãos. Que decorreu ora num tom de brincadeira entre irmãos adolescentes ora no de divergência de opiniões entre adultos. No primeiro caso, a deixa de João Lobo Antunes sobre o atraso de António Lobo Antunes: "A noiva chega sempre tarde". No segundo caso, a opinião sobre o pai. Nada que não provocasse gargalhadas na plateia, diga-se.
Esclareça-se que o encontro entre os manos fora anunciado mas até António chegar a Cascais a organização nunca pôde dar como certo a sua realização. A contagem decrescente terminou à hora marcada para o início e a partir daí tornou-se crescente, acompanhado de um abano dos leques [que] era cada vez mais frenético. Contaram-se os 15 minutos sobre o atraso dos manos. Contaram-se os 25 minutos. Quando ambos surgiram no topo das escadas, a plateia já estava aquecida para o grande momento. João desceu à frente, já de microfone colocado; António ficou lá por cima, olhando espantado para a sala repleta, antes de iniciar uma caminhada em que distribuía beijinhos para os rostos seus conhecidos. Ia começar o "improviso espontâneo" que, segundo João, fora acertado num minuto em conversa telefónica: "Decidimos começar pela infância." Logo aí se percebeu que o anunciado "diálogo entre escritores" se tornara uma conversa entre o irmão mais velho, António, e o irmão mais novo, João. O que se seguiu foi aquilo que no fim João Lobo Antunes, ao evocar Simenon, dizia sobre a mulher do inspector Maigret quando este ficava calado: "Era preciso mobilar o silêncio."
06.07.2015
texto (excerto) de João Céu e Silva
foto de Carlos Manuel Martins
*
Mais de 200 pessoas assistem a conversa "inédita" entre irmãos Lobo Antunes
O diálogo entre os dois irmãos, incluído no Festival Internacional de Cultura, que se realiza pela primeira vez, foi apontado como um dos grandes momentos de todo o evento, que arrancou na sexta-feira e decorre ao longo de dez dias.
Eram 22:00 de sábado, 30 minutos depois da hora prevista no programa, quando João Lobo Antunes lançou a conversa e desculpou-se pelo "atraso da noiva", referindo-se ao irmão António, arrancando logo uma gargalhada do público, que viria a repetir-se ao longo da noite.
A infância, o pai, a mãe, a medicina, a morte, mas sobretudo os livros foram os temas abordados, num regresso às memórias dos dois irmãos que, sem nunca se atropelarem, apoderaram-se equilibradamente da palavra.
Sob o olhar atento de quem assistia, muitas das pessoas em pé, não se ouviu burburinho e a atenção estava toda centrada em João e António que, unidos pelos livros, como os próprios disseram, foram contando episódios de família e da austeridade dos pais, que, desde sempre, impuseram o hábito pela leitura.
"A mãe fazia duas coisas: ou lia, ou cozinhava", contou João.
"Às vezes também dizia: cala o bico", acrescentou António, que reconheceu também "a dívida para com o pai que é o amor pelas coisas belas".
Numa família de médicos, João era "o filho bom" e António "a nódoa", segundo o escritor que confessou nunca ter tido vocação para a medicina e que, aos nove anos, comunicou à família que queria ser escritor.
Num momento de troca de elogios, João disse que António "era um grande criador da Língua Portuguesa", mas o escritor reconheceu que "escrever é um tremendo sofrimento e o sucesso, quando se tem, é uma coisa tão passageira".
A conversa desviou-se ainda para a morte, tendo por base os livros que chegaram a motivar a discórdia entre os irmãos.
"Há uma diferença grande entre nós na apreciação de alguns escritores", disse João, enquanto António insistia: "se é uma porcaria, digo que é uma porcaria".
Ao fim de mais de uma hora e dois cigarros fumados por António, João Lobo Antunes deu a conversa por terminada, arrancando uma ovação do público.
A escritora Lídia Jorge, curadora do Festival Internacional de Cultura (FIC), tinha apelidado este como "um dos grandes momentos" do evento e, segundo contou à Lusa, isso "cumpriu-se".
"Foi um encontro muito especial. Este diálogo entre eles foi um momento único, foi uma conversa inédita", disse Lídia Jorge.
A curadora considerou que a "casa cheia" de [sábado] é um bom augúrio para todo o festival e sublinhou que o sucesso do evento irá determinar a periodicidade das próximas edições, garantindo que o "FIC é para ficar".
06.07.2015
texto Lusa
Pode ouvir a conversa entre os irmãos no programa da A Ronda da Noite, de Luís Caetano na Antena 2. Eis os links da RTP Play:
1ª parte - http://www.rtp.pt/play/p1299/e201660/a-ronda-da-noite (aos 7 minutos)
2ª parte - http://www.rtp.pt/play/p1299/e201809/a-ronda-da-noite (aos 11 minutos)
*
Pode ouvir a conversa entre os irmãos no programa da A Ronda da Noite, de Luís Caetano na Antena 2. Eis os links da RTP Play:
1ª parte - http://www.rtp.pt/play/p1299/e201660/a-ronda-da-noite (aos 7 minutos)
2ª parte - http://www.rtp.pt/play/p1299/e201809/a-ronda-da-noite (aos 11 minutos)
25 de janeiro de 2014
6 de junho de 2012
Rádio Renascença: entrevista de 2004
Repomos uma das poucas entrevistas de rádio. António Sala entrevistou António Lobo Antunes em 2004 e foi para o ar a 24 de Janeiro, ainda sob o pretexto da publicação de Boa Tarde Às Coisas Aqui Em Baixo. Nesta entrevista ALA relata a origem do livro seguinte, Eu Hei-de Amar Uma Pedra.
* duração aproximada: 53 minutos
fonte: Rádio Renascença
21 de dezembro de 2011
ALA no evento da Figueira da Foz
Tomamos de empréstimo o ficheiro áudio que Carlos Júlio partilhou no seu blog A Cinco Tons, bem como as suas palavras, sobre o evento na Figueira da Foz no passado fim de semana.
«Na semana passada estive, em trabalho, vários dias na Figueira da Foz. Por acaso, coincidiu com a ida do escritor António Lobo Antunes ao Casino Figueirense apresentar o seu último livro "Comissão das Lágrimas". [...] Respondeu às questões de alguns dos presentes, numa resposta circular em que abordou os mais variados temas. Eu gravei a conversa. Ei-la quase na íntegra (tirei apenas uma parte dedicada à tradução e à literatura, mesmo claro e acentuei com música os cortes que fiz). António Lobo Antunes fala da guerra, dos hospitais psiquiátricos, da loucura, dos livros, das mulheres óbvias, de António Barreto, do ser português, da mestiçagem, da cultura que não interessa a nenhum poder, de Rodrigues dos Santos, do periscópio, dos programas culturais na televisão, da pílula-Expresso, da falta de tempo para fazer amor, do povo do caraças que somos, de Tony Carreira, da coragem das mulheres na gravidez.... Um ror de coisas, bem encadeadas e com muito humor.»
5 de julho de 2009
Paraty: entrevista a rádio CBN
CBN - Globo Rádio
03.07.2009
Paraty, 3 de Julho: entrevista com António Lobo Antunes
11 de setembro de 2004
TSF: «um romance não serve para nada»
TSF - Pessoal e... Transmissível
programa de 29 Dezembro 2003
A imaginação não existe. O que há é formas de organizar a memória, garante António Lobo Antunes. O autor de "Boa tarde às coisas aqui em baixo" é o convidado de Carlos Vaz Marques para uma conversa ao fim da tarde em que revela a história do próximo livro que já está a escrever.
Subscrever:
Mensagens (Atom)
Crónica «Nós» com reflexão sobre a sua leitura por Olga Fonseca
Nós Não precisávamos de falar. Como ele dizia – Tu sabes sempre o que eu estou a pensar e eu sei sempre o que tu estás a pensar ...
-
Nós Não precisávamos de falar. Como ele dizia – Tu sabes sempre o que eu estou a pensar e eu sei sempre o que tu estás a pensar ...
-
“On écrit quand le cerveau descend dans la main.” Vous trouverez cette belle définition du travail de l’écrivain dans le premier ...
-
Para Aquela Que Está Sentada No Escuro À Minha Espera : impressões de uma leitora Acabei de ler pela segunda vez o último romance d...


