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Jornal de Letras, hoje nas bancas, tema dedicado a António Lobo Antunes


Edição 1069 do Jornal de Letras:

«António Lobo Antunes (ALA) é um dos grandes destaques desta rentrée. Em dose tripla: com um novo romance, Comissão das Lágrimas, nas livrarias a 30 de Setembro; com um filme "tirado" de A Morte de Carlos Gardel, que estreia a 22; com uma colecção de ensaio sobre a sua obra, dirigida por Maria Alzira Seixo, de que saiu agora o 1º volume - ao que acrescem os espectáculos de teatro e música a que já nos referimos. Neste tema, o JL conversa com ALA a propósito da sua escrita e deste novo romance; seguem-se a crítica de Miguel Real e um texto de Norberto do Vale Cardoso, que o enquadra na presença da guerra colonial na obra do autor, à qual dedicou a sua tese de doutoramento. Sobre a obra, em geral, e a importância nela das crónicas de ALA, escreve ainda Carlos Reis. Enfim, Solveig Nordlund fala daquele filme, de que é realizadora, e publica-se a respectiva crítica».

[sublinhados e link nossos]

Duas novidades, decorrentes da entrevista/conversa publicada nesta edição: o escritor já está a ultimar aquele que virá a ser o próximo romance a publicar (em 2012, certamente), cujo título é Não é Meia-Noite Quem Quer, que o foi buscar a um verso do poeta francês René Char*; e o livro Explicação dos Pássaros que comemora este ano 30 anos sobre a sua primeira edição, do qual será publicada em Novembro a respectiva edição comemorativa.

Citações a reter da entrevista:

«Quando comecei a ensurdecer a minha escrita mudou: passei a ouvir melhor as vozes [...] Ensurdecer foi socialmente uma chatice e literariamente uma bênção»

«Para começar a escrever, preciso de alguns factos reais»

«Ainda estou a aprender a escrever estes livros que faço. É a minha única preocupação»

«Temos todas as idades na nossa vida e todas as vidas dentro de nós. É o que nos permite escrever»


* N'est pas minuit qui veut, do poema Entraperçue, (Chants de la Balandrane, de René Char, 1977)

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