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Na edição de Novembro, a LER...

... dá-nos um presente: George Steiner e António Lobo Antunes, em exclusivo.


Citando integralmente o post de ontem no blog da LER:


Sete meses depois de ter revelado, em entrevista à LER, algum pudor em se encontrar com o «gigante» português, mas que «adoraria conhecê-lo», George Steiner recebeu António Lobo Antunes em sua casa, nos arredores de Cambridge, por onde passaram Jorge Luis Borges ou Arthur Koestler. Duas horas de conversa (sem interferências, guiões combinados ou cortes) sobre os clássicos, os mestres, a poesia, mas também as guerras, a política, a «era da mulher», a língua, a crise atual, a falta de esperança dos jovens a até os momentos de grande decepção. 9 de outubro de 2011 fica definitivamente na memória de ambos. E na nossa. Um momento ímpar na LER de Novembro.

«Considero-o a si e a Tchécov dois génios nos quais a Medicina é importante na imaginação. […] Você perdoa muito ao Homem, não é um mestre do ódio. Há grandes escritores que são mestres do ódio. Você e Tchécov, e isso sempre o disse, têm o lado médico do perdão, o lado que perdoa a enfermidade do Homem.»
George Steiner

«Continuo a aprender muito consigo, é um Mestre no sentido maior do termo, ou seja, alguém que aprende comigo. E esse é o mais belo título, parece-me, que posso dar a alguém. Alguém que me ensina, aprendendo. Tinha muito medo que neste encontro – porque como sou muito solitário e falo pouco – a corrente não passasse. No entanto, a corrente passa e isso dá-me uma alegria imensa.»
António Lobo Antunes






fonte: blog da LER

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