Mostrar mensagens com a etiqueta informação. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta informação. Mostrar todas as mensagens

26 de setembro de 2012

António Lobo Antunes é o escritor homenageado na edição deste ano da Escritaria de Penafiel

Notícias na imprensa de hoje:
O novo livro de ALA será apresentado em
Penafiel durante a edição da Escritaria, este
ano dedicado ao escritor, que decorrerá de
26 a 28 de Outubro.
Escritaria em Penafiel: Lobo Antunes é o convidado e apresenta novo livro
Depois de Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís e Mia Couto, o ESCRITARIA é dedicado este ano a António Lobo Antunes, que apresentará em Penafiel o seu novo livro "Não é Meia Noite Quem Quer".
Penafiel será de novo em Outubro, de 26 a 28, palco do maior festival literário em torno de um escritor de língua portuguesa vivo.
O denominador comum às peças de teatro, à arte de rua, aos colóquios e a inúmeras outras actividades em Penafiel será a obra literária de António Lobo Antunes.
Haverá por exemplo declamadores da obra do Lobo Antunes pelas ruas e cafés de Penafiel, além da animação de rua e da arte de rua, patente nos edifícios, estradas e outros locais públicos.
Durante o ESCRITARIA será feita a apresentação do novo livro de Lobo Antunes, por Ana Paula Arnaut.
A TSF é, pelo segundo ano consecutivo, parceira desta iniciativa.

fonte: TSF
*
O escritor António Lobo Antunes vai apresentar o seu novo livro «Não é Meia Noite Quem Quer» na edição de 2012 do Festival Literário Escritaria, em Penafiel.
António Lobo Antunes vai também ser o escritor homenageado deste certame que decorre pela quinta vez em Penafiel.
Como nas edições anteriores, o evento vai «tomar conta, de 26 a 28 de Outubro, das artérias da cidade, através do teatro, arte de rua, colóquios e inúmeras actividades em torno da obra literária de António Lobo Antunes».

fonte: Diário Digital / Lusa

*
António Lobo Antunes apresenta novo livro no festival Escritaria em Penafiel
O escritor António Lobo Antunes vai apresentar o seu novo livro “Não é Meia Noite Quem Quer” na edição de 2012 do Festival Literário Escritaria, em Penafiel.
António Lobo Antunes vai também ser o escritor homenageado deste certame que decorre pela quinta vez em Penafiel.
Como nas edições anteriores, o evento vai “tomar conta, de 26 a 28 de outubro, das artérias da cidade, através do teatro, arte de rua, colóquios e inúmeras actividades em torno da obra literária de António Lobo Antunes”.
Segundo a organização, a apresentação do novo livro do homenageado vai estar a cargo de Ana Paula Arnaut.
Nas edições anteriores do Escritaria foram homenageados Urbano Tavares Rodrigues, José Saramago, Agustina Bessa-Luís e Mia Couto.
António Lobo Antunes foi distinguido em 2007 com o Prémio Camões, o mais importante prémio literário de língua portuguesa.

fonte: Jornal I

24 de setembro de 2012

Capa de «Não É Meia Noite Quem Quer» + sinopse


O enredo do livro desenvolve-se em três dias, sexta-feira, sábado e domingo. Uma mulher com perto de cinquenta anos vai passar um fim-de-semana na casa de férias da família, numa praia não identificada. A casa, modesta, foi vendida e ela quer despedir-se da casa, mas também relembrar tudo o que se passou ali - a sua infância com os pais e os irmãos, o suicídio do irmão mais velho, o irmão surdo-mudo, o complexo e dramático relacionamento dos pais, a menina da casa em frente, sua amiga do tempo de férias. Vem depois a sua vida actual, mal casada, sem filhos, professora numa escola como tantas outras, com uma relação frustrante e sem entusiasmo com uma colega mais velha... O falhanço que é a sua vida reflecte-se na casa há muito desabitada e nos sonhos de todos eles, ali irremediavelmente enterrados. A despedida da casa pode levá-la a imitar o irmão mais velho e, no domingo, atirar-se das arribas e encerrar ali uma vida sem futuro.

15 de setembro de 2012

António Lobo Antunes em reportagem do canal Arte

Este domingo, dia 16/09, às 10H45 (Lisboa), o canal Arte passa uma entrevista com António Lobo Antunes feita recentemente em Lisboa:

À Lisbonne, Vincent Josse rencontre António Lobo Antunes autour de son dernier roman La nébuleuse de l'insomnie
Figure majeure de la littérature contemporaine, António Lobo Antunes, très populaire malgré l'exigence de son écriture, ne cesse de raconter dans ses romans la société et l'histoire portugaises, les conflits coloniaux, la dictature salazariste, la révolution des Œillets, la démocratie et son lot de promesses non tenues. Rencontre avec un géant, qui veut « mettre toute la vie dans les livres », à l'occasion de la parution en juin dernier de son dernier roman La nébuleuse de l'insomnie (Éd. Christian Bourgois).
[Em Lisboa, Vincent Josse entrevistou António Lobo Antunes, que publicou recentemente (em França) O Arquipélago da Insónia. | Personalidade maior da literatura contemporânea, António Lobo Antunes, muito popular apesar da exigência da sua escrita, continua a retratar nos seus romances a sociedade e a história portuguesas, os conflitos coloniais, a ditadura salazarista, a revolução dos cravos, a democracia e as suas promessas por cumprir. Entrevista com um gigante, cuja ambição é "colocar a vida entre as capas dos livros", por ocasião da publicação em Junho passado do seu mais recente romance (em França) O Arquipélago da Insónia (edição Christian Bourgois)]

O programa será ainda retransmitido neste canal (falado em francês) no dia 22, pelas 7H00 de Lisboa. Duração aproximada: 43 minutos.

* fonte: www.arte.tv




31 de agosto de 2012

Passatempo «Não É Meia Noite Quem Quer»

PASSATEMPO ENCERRADO!


Com o lançamento do novo livro de António Lobo Antunes, Não É Meia Noite Quem Quer, previsto para Outubro, vamos oferecer, em parceria com a D. Quixote, três exemplares deste título, num novo passatempo a decorrer em Setembro.

Para se habilitarem ao prémio, os interessados têm de nos enviar por e-mail um texto criativo sobre António Lobo Antunes (qualquer aspecto que entenderem), onde se utilize, aleatoriamente, as palavras não, é, meia-noite, quem e quer.

Os termos são os seguintes:
  1. Passatempo a decorrer entre hoje e as 24 horas do dia 27.09.2012;
  2. O participante deve escrever um pequeno texto, de forma criativa, em língua portuguesa, sobre qualquer assunto que diga respeito ao escritor António Lobo Antunes e utilizando, de forma aleatória, as palavras não, é, meia-noite, quem e quer (não será aceite a ordem da formação do título do livro);
  3. O texto deve ter um título e não deve vir assinado nem conter o nome do participante;
  4. O tamanho do texto deverá ser entre 300 a 800 caracteres (com alguma tolerância), e a enviar num ficheiro de Word ou outro processador de texto similar;
  5. Este ficheiro deve ser incluído numa mensagem de e-mail com os seguintes dados do participante: nome, apelido e localidade, sendo enviado para o nosso endereço alaptla@gmail.com, dentro do prazo estabelecido no ponto 1;
  6. Os textos serão avaliados por um júri constituído por duas pessoas: António Bettencourt e Norberto do Vale Cardoso;
  7. Nos dias seguintes ao término do passatempo, e logo que possível, os textos serão publicados no espaço do blogue num só artigo, e na página do facebook um por um;
  8. Os três textos considerados mais criativos serão os vencedores do passatempo, e os seus autores contactados via e-mail para nos fornecerem as moradas para onde endereçar cada exemplar premiado, tendo para isso 24 horas após a recepção do nosso e-mail;
  9. Confirmados os vencedores, anunciaremos os autores dos três textos mais criativos;
  10. Os textos são da inteira responsabilidade dos seus autores;
  11. Cada participante poderá apenas concorrer com um só texto, não sendo permitida a sua substituição;
  12. As participações que não reunirem as condições anunciadas nos cinco primeiros pontos não serão consideradas.

editado a 15.09.2012:
quanto ao ponto 4, o máximo de 800 caracteres pode ser ultrapassado, desde que não exceda uma página de Word.

Ficamos agora a aguardar pela vossa criatividade!

Bom trabalho!


19 de agosto de 2012

Estreia no dia 1 de Setembro «Guarda-Chuvas de Chocolate», espectáculo de teatro baseado nas crónicas de António Lobo Antunes

ESTREIA: 1 de Setembro de 2012

SESSÕES: de 5ª a 2ª -  18:15h | 18:40h | 19:05h | 19:30h | 19:55h | 20:20h

LOCAL: SALA 3 - Teatro Rápido – Rua Serpa Pinto, 14 – 1200-445 Lisboa (CHIADO)

M/12
bilhetes a 3€

FICHA ARTÍSTICA
INTERPRETAÇÃO Luciano Gomes | DRAMATURGIA E ENCENAÇÃO Paulo Morgado & Ruy Malheiro CENOGRAFIA Joana Patrício | DESIGN GRÁFICO Elisa Gomes


SINOPSE
monólogo
António, consciente da proximidade do fim do seu tempo, reflete sobre o que restou: a derradeira solidão recheada de memórias de uma vida passada.
Como quem visita um álbum fotográfico repleto de cores, texturas e aromas de outros tempos, partilha com o espetador essas memórias com que dá corpo à sua história e o que ficou do seu pequeno mundo… memórias que são também as de um Portugal recente, comum a todos nós!
Uma viagem no tempo que nos resta através do tempo que já vivemos…


“A infância atravessada é como uma espinha,
a gente engole bolas de pão e não passa…”
                               António Lobo Antunes

[press release por cortesia de Ruy Malheiro]

5 de agosto de 2012

Folha de São Paulo: «Minha profissão é escrever sem camisinha»

[continuação daqui]

Para Lobo Antunes, que redige seus livros a caneta, criar na tela do computador é como fazer sexo com preservativo

Autor define a criação como momento de angústia e solidão; na infância, apaixonou-se pela obra de Lobato

DE SÃO PAULO
Folhas de papel A4 e caneta esferográfica. É o que basta para António Lobo Antunes escrever os seus livros. Avesso a celulares e cartões de crédito, ele não usa o computador para produzir.
"Gosto de desenhar as letras, de bordar. Ver vidro é como fazer amor com camisinha. Minha profissão é escrever sem camisinha", conta. "Nos dias bons a mão fica a fluir e escreve sozinha." Às vezes saem só cinco linhas em um dia.
Mas escrever, propriamente, não lhe dá prazer, revela ele. "Quando não escrevo me sinto culpado. A criação é um mistério. Há alturas de uma felicidade intensa, mas a maior parte do tempo é angústia. De tentar encontrar a palavra e a música e a cor. Talvez escrever seja a arte dos corantes."
E por que escreve dessa maneira, misturando poesia, prosa? "É a minha maneira. Nunca penso se é poesia ou prosa ou o que for. O importante é que sejam aquelas as palavras."
Seu mais recente livro, que será lançado neste ano em Portugal, chama-se "Não É Meia Noite Quem Quer". "É uma mulher falando o tempo todo. O livro não tinha título. Peguei um verso do [francês] René Char", explica.
Próximos livros? "Sei que precisava de mais 200 anos, mas não sei para escrever o quê. Cada livro é o primeiro. Porque a experiência é como os flutuadores dos hidroaviões. Não servem para nada quando você está no ar. E você está sempre muito sozinho quando está fazendo um livro", desabafa.
Nascido em plena ditadura de Salazar, foi lendo uma fábula de La Fontaine que Lobo Antunes aprendeu o que era democracia. "Tinha um verso em que um cão podia olhar para um bispo. E aqui os bispos é que podiam olhar para os cães."
LOBATO E MACHADO
Na biblioteca do pai se apaixonou por "Saci", de Monteiro Lobato. Lia José de Alencar, Aluísio Azevedo, Raul Pompeia, Machado de Assis. Aos 7 anos viajou pela Europa.
"Fui acumulando experiências de toda a ordem desde muito cedo. Ficava tudo dentro de mim. Aos 3 anos tive uma tuberculose e fiquei deitado numa cama durante um ano. Era um menino horizontal no meio de gente vertical", lembra.
De estudar ele nunca gostou. "Estava sempre procurando tempo para escrever", recorda. Quis fazer letras, mas acabou cedendo à pressão do pai, que o queria seguindo a tradição da família na medicina.
E foi um choque. "Os primeiros tempos eram só cadáveres, cadáveres, cadáveres. Para mim a morte não existia. Era o filho mais velho dos filhos mais velhos. Quando nasci, minhas avós tinham 40 anos. Então os mortos eram senhores de bigode nos retratos", conta.
E essa experiência na medicina foi importante para os seus escritos? "Não. Se tivesse sido engenheiro ou outra coisa teria sido igual. Drummond era farmacêutico", responde. E ele, que estudou psiquiatria, como define esses doutores? "Os psiquiatras são loucos tristes", ataca.
Como médico, Lobo Antunes foi com as tropas portuguesas para Angola, que lutava pela independência.
"É horrível, porque ninguém ganha uma guerra; todos perdem. Foi um desafio a mim mesmo. Aprendi o valor da coragem", afirma.
Na mesma época, do outro lado da batalha, com o MPLA (Movimento Popular de Libertação de Angola), estava Pepetela, hoje escritor como Lobo Antunes. Ambos venceram o Prêmio Camões, o mais importante da literatura em língua portuguesa.
Beirando os 70 anos, como sente o envelhecer? A resposta é inusitada. "Cada pessoa tem a idade com que nasceu. Se nasceu com 20 anos, tem 20 anos; se nasceu com 80, tem 80." E com quantos anos Lobo Antunes nasceu? Ele escapa. "Essa é uma pergunta muito íntima."
Hoje, ele corre regularmente às margens do Tejo -"só o suficiente para ficar bonito".
Está curado do câncer? Sim. Depois de uma pausa, emenda: "Se é que alguém alguma vez fica curado seja do que for. Você se cura de um grande amor? Não sei."


texto de Eleonora de Lucena
19.07.2012

22 de julho de 2012

Folha de São Paulo: «Catador de Memória»

«Principal autor português vivo, Lobo Antunes fala de literatura e de seu romance com traços autobiográficos»

[notícia da Folha de São Paulo a propósito da edição brasileira de Sôbolos Rios Que Vão]

foto de Marta Perez

O texto transborda lirismo e é um turbilhão de memórias entrelaçadas em vários tempos. No leito de um hospital, um homem com "cancro" lembra sua trajectória, projectando um transe.
Assim é "Sôbolos Rios que Vão", livro do premiado escritor português António Lobo Antunes, lançado agora no Brasil pela Alfaguara. O título vem de um verso de Luís de Camões (1524-1580).
Sôbolos é uma antiga contração de "sobre" com "o"; significa em cima. No poema e no livro o leitor navega pelas turbulências da vida.
Ligo para Lisboa e pergunto a Lobo Antunes se o livro é autobiográfico, já que ele também teve um câncer anos atrás e o narrador aparece como sendo "Antoninho".
"Não, mas tem tudo a ver com a minha experiência, porque nós só falamos de nós mesmos. A imaginação não é mais do que a forma como você arranja os materiais da memória. Não há imaginação. Há memória", pontifica.
E explica: "Foram os neurocientistas que descobriram isso. Se uma pessoa tem um acidente vascular cerebral e fica privada de memória, não consegue escrever. Fica sem imaginação".
Câncer, tuberculose, guerra - o escritor já viveu fortes experiências. Mas, para ele, "o que marca profundamente uma pessoa são coisas nas quais não reparamos quando vivemos; coisas pequeninas, um olhar ocasional na rua. O problema é transfigurar isso".
Lobo Antunes acha que o seu trabalho é como o das pessoas que vagam pelas ruas remexendo latas de lixo. Naquilo que os outros jogam fora é que ele diz buscar material para escrever.
E o que ele escreve? "Tenho dúvida se se pode chamar de romance o que escrevo. Não me interessa contar uma história. Não me interessam personagens. A única coisa que me interessa é tentar colocar a vida inteira dentro das capas de um livro."
Ele rejeita a crítica de que seus livros são difíceis. "O problema é que o leitor normalmente abre o livro com sua chave, feita das suas experiências. Um livro bom tem a chave dele. Então é preciso abrir o livro com a chave do livro, não com a sua."
Lobo Antunes conta que a primeira vez que leu Joseph Conrad (1857-1924) não percebeu nada. "O livro não é uma coisa que fala, é uma coisa que ouve. É a orelha que você encosta na terra para ouvir o mundo. Você tem que ficar doente do livro."
Para ele, "normalmente o livro começa a caminhar dentro de você quando a leitura acaba. Os livros bons são os que têm insónias. Você se levanta à noite para beber água e passa na biblioteca às escuras. Os livros estão a dormir. Mas 'Os Irmãos Karamázov' estão a olhar para você".


19.07.2012

texto de Eleonora de Lucena
foto de Marta Pérez / EFE

18 de junho de 2012

Passatempo ALA e os leitores: vencedor anunciado


O vencedor do passatempo António Lobo Antunes e os leitores é Simão Fonseca:


Na minha opinião, a figura de António Lobo Antunes é uma das mais importantes da Literatura a qualquer nível, desde a riqueza da escrita, a simbologia e à forma como faz uma ligação entre a sua vida pessoal e os acontecimentos que marcaram e ainda marcam a actualidade de Portugal. Como admirador da escrita do autor, e tendo também já lido mais de metade da sua extensa obra, fico por vezes um pouco decepcionado em relação à proximidade de Lobo Antunes e o leitor; tenho a perfeita noção de que o escritor não utiliza a internet e que escreve ainda os romances à mão – nada contra isso, bem pelo contrário -, no entanto fico por vezes um bocadinho frustrado por ter contacto com Lobo Antunes apenas nas crónicas da revista Visão, o que sabe manifestamente a pouco. Tive a oportunidade de estar com este autor (o eterno candidato ao Nobel) em duas ocasiões, a primeira em 2008 e a segunda em 2010, e foram inesquecíveis. Podem dizer que ele tem mau feitio e que não se importa com o que dizem dele, porém, no fundo, eu creio que ele tem respeito e amor por quem lê os seus romances e livros de crónicas. Eu sei que sim. Creio que é importante uma relação entre o leitor e o escritor, pois todos somos apreciadores de cinema e quem melhor que um romancista para fazer um filme? É condição sine quai none de um livro transmitir a quem o recebe a sensação de construção filme/história através das sensações que a obra transmite. Creio que é mais gratificante ler um guião ou um romance que dá origem a um filme do que propriamente o filme. Enquanto leitor assíduo de António Lobo Antunes e profundo admirador das suas qualidades e características humanas e criativas, mantenho sempre uma relação próxima com o mesmo, pois sei que não só me faz bem, como também me enriquece enquanto pessoa e leitor. Um bem-haja para este senhor!
Simão Fonseca
14.06.2012 
***

O passatempo, decorrido entre 1 de Maio e 17 de Junho de 2012, teve como pressuposto a elaboração de um texto referindo a proximidade entre António Lobo Antunes e os seus leitores, acompanhado de uma foto do participante como leitor do escritor. O vencedor foi premiado com um exemplar de O Meu Nome É Legião, oferta nossa. Tivemos apenas cinco participantes, cujo ranking, segundo nossa avaliação, foi o seguinte:

1. Simão Fonseca
2. Patrícia Ferraz
3. Bruno Assunção
4. Ana Margarida Soares
5. Gabriela Tasso


Obrigado, e os parabéns a Simão Fonseca.

30 de abril de 2012

Dia 3 de Maio: Lançamento e Mesa-redonda - Colecção António Lobo Antunes – Ensaio


Lançamento e Mesa-redonda - Colecção António Lobo Antunes – Ensaio (Texto Editora)
Local: Auditório da Biblioteca Municipal de Tomar
Data: 3 de Maio de 2012, 17h30
No âmbito do evento BIBLIOTECANDO EM TOMAR 2012
Leituras Migrantes. Identidade e alteridade
Programa do Lançamento
Programa da Mesa redonda: António Lobo Antunes – Ensaio: com a participação de Maria Alzira Seixo (CEC, Directora da colecção), Agripina Carriço Vieira (Comissão Organizadora Bibliotecando em Tomar 2012), e dos autores Ana Paula Arnaut, Felipe Cammaert (CEC), Norberto do Vale Cardoso, Catarina Vaz Warrot
Nesta ocasião, serão apresentadas as duas primeiras obras da colecção, publicadas em 2011, assim como os próximos volumes a serem publicados.
- vol. 1: Felipe Cammaert (org.), António Lobo Antunes: A Arte do Romance
(publicado com o apoio do Centro de Estudos Comparatistas ao abrigo do protocolo de edição com a Leya) - descarregar índice do vol. 1

- vol. 2: Norberto do Vale Cardoso, A Mão-de-Judas. Representações da guerra colonial em António Lobo Antunes - descarregar índice do vol. 2
Programa completo do evento :
http://www.bibliotecandoemtomar.ipt.pt/?p=17&s=24

[por cortesia de Maria Alzira Seixo]

27 de abril de 2012

Encontro de Juan Marsé e António Lobo Antunes, notícia Rádio Renascença

texto e foto: Rádio Renascença

"Estamos nas mãos dos grandes grupos editoriais"
ALA com Marsé na Buchholz, em Lisboa, 26.04.2012
António Lobo Antunes critica as imposições das leis do mercado editorial. O escritor falava esta quinta-feira na apresentação do livro "Caligrafia dos Sonhos", do catalão Juan Marsé. Numa sessão em Lisboa, que juntou os dois autores ibéricos, trocaram-se impressões sobre o ofício da escrita e ouviram-se as críticas.
Quando dois grandes escritores se encontram conversam sobre livros. António Lobo Antunes pediu licença para falar em espanhol para que Juan Marsé o entendesse, mas foi para o mercado editorial português que apontou baterias.
“Estamos nas mãos dos grandes grupos editoriais para quem só o dinheiro e as vendas contam. Esta é a verdade. Olhem à vossa volta, se houver cinco livros bons na livraria já não é mau. Esta é a verdade”, declarou o autor de “Memória de Elefante”.
Lobo Antunes escreveu o prefácio de "Caligrafia dos Sonhos" o novo livro do catalão Juan Marsé, um amigo e admirador do escritor português.

“Se consigo salvar um par de linhas sinto-me satisfeito. Custa-me muito trabalhar. Quando te leio tenho a sensação que te sai, como aos poetas, tens uma inspiração ou algo assim”, referiu.
Sobre Juan Marsé, Lobo Antunes diz que usa as palavras precisas em "Caligrafia dos Sonhos", um livro que tem como cenário quatro bairros de Barcelona. Territórios ficcionais, como os de Lobo Antunes, explica.
Os dois amigos escritores partilharam durante uma hora de conversa dores do ofício da escrita. Até quando um tradutor faz das suas: “Esse tradutor tinha tanta confiança que quase rescreveu o romance. Eu quando o li pensei, bom, está melhor do que o meu, mas eu não escrevi isto”.
Talvez por isso Lobo Antunes diz preferir as suas traduções chinesas e vietnamitas, porque não as pode ler.

Traduzido para português está "Caligrafia dos Sonhos", o novo livro de Juan Marsé.

(Maria João Costa)


29 de março de 2012

ALA escreve prefácio de livro de Juan Marsé a publicar em Abril

António Lobo Antunes escreveu o prefácio do próximo livro de Juan Marsé a publicar em Portugal, uma das novidades da Dom Quixote anunciadas para Abril. O livro de Marsé tem o título Caligrafia dos Sonhos e foi publicado há semanas em Espanha, sendo colocado nas livrarias portuguesas a 21 de Abril:
«Em meados dos anos quarenta, Ringo é um rapazinho de quinze anos que passa as horas mortas no bar da senhora Paquita, movendo os dedos sobre a mesa, como se praticasse as lições de piano que a família já não lhe pode pagar. Nessa taberna do bairro de Gracia, o miúdo é testemunha da história de amor de Vicky Mir e do senhor Alonso: ela, uma mulher entrada em anos e abundante de carnes, massagista de profissão, ingénua e apaixonadiça; ele, um cinquentão garboso que acabou por se instalar em sua casa. Ali vivem, junto de Violeta, a filha da senhora Mir, até que sucede algo inesperado: um domingo à tarde, Vicky deita-se nas linhas mortas de um elétrico tentando um suicídio impossível e patético, e o senhor Alonso desaparece para não voltar.»

Este novo romance é o primeiro do autor espanhol depois que recebeu o Prémio Cervantes em 2009.

15 de março de 2012

António Lobo Antunes em Praga em Abril


Citando o site Prague Writer's Festival:

Um dos mestres da ficção contemporânea, António Lobo Antunes nasceu em 1942, Lisboa. Cumpriu o serviço militar como médico na malograda guerra colonial em Angola, uma experiência - combinada com a opressão política do ditador Salazar - que contribuiu para a sua ficção.
«Se te preocupas, morres, se não te preocupas morres na mesma. Então não te preocupes»
De regresso a Lisboa em 1973, Lobo Antunes exerceu psiquiatria  - «um homem que conhece o gosto e o cheiro da poeira» - antes de se dedicar inteiramente à literatura.
«Obviamente que, no fundo, é a nossa própria morte que tememos quando imaginamos a de outra pessoa, e isso faz-nos covardes de nós mesmos»
Para George Steiner, Lobo Antunes é o herdeiro de Conrad ou Faulkner, emboraCéline parece mais preciso
Dos seus romances destacam-se: The Land at the End of the World (Os Cus de Judas), Knowledge of Hell (Conhecimento do Inferno), An Explanation of Birds (Explicação dos Pássaros), Acts of the Damned (Auto dos Danados), The Natural Order of Things (A Ordem Natural das Coisas), The Inquisitors’ Manual (O Manual dos Inquisidores), e What Can I Do When Everything’s On Fire? (Que Farei Quando Tudo Arde?).
«Nunca leio um livro meu, só os escrevo.»
António Lobo Antunes vive em Lisboa.

O escritor fará a sua presença neste festival, que este ano faz a sua 22ª edição, cujo tema se centrará em "Apenas o futuro existe". Decorrerá em Praga (República Checa) entre 14 e 18 de Abril.

8 de março de 2012

Passatempo de Fevereiro - textos seleccionados para a atribuição do prémio Explicação dos Pássaros

Notifica-se, conforme anunciado, os autores dos três textos seleccionados para a atribuição do exemplar autografado de Explicação dos Pássaros. Ao autor do primeiro texto escolhido já foi enviada a SMS e aguardamos confirmação.

São estes os autores cujos textos foram escolhidos (pela ordem de chegada):

- Miguel Marques
- Cátia Oliveira
- Alexandra Malheiro

Após a confirmação via SMS revelaremos qual o autor premiado.

Mais informamos que as publicações que ao longo da duração do passatempo foram feitas com o texto de cada participante irão ser removidas quando publicarmos o post que revelará o texto vencedor. Esse post será completado com os textos de todos os participantes.

Obrigado pela vossa participação! Esperamos continuar a oferecer livros ao longo do ano. Estejam atentos!

10 de fevereiro de 2012

Encontro de António Lobo Antunes e Juan Marsé em Barcelona

Citando o site do Centro da Língua Portuguesa do Instituto Camões de Barcelona:

António Lobo Antunes (Prémio Camões 2007) e Juan Marsé (Prémio Cervantes 2008)

«No próximo dia 16 de Janeiro terá lugar, no Centre de Cultura Contemporània de Barcelona, o ciclo de conferências 
Virtuts, cujo programa contempla a presença, na segunda-feira dia 20 de Fevereiro às 19h30, do escritor português António Lobo Antunes, que conversará com o seu amigo e escritor barcelonês Juan Marsé.
Este ciclo de conferências, organizado no início de cada ano pelo CCCB e que, desta feita, conta com a colaboração do Consulado Geral de Portugal em Barcelona, tem o objetivo de reflectir sobre o futuro dos valores do humanismo. Nesta ocasião, a conversa girará em torno das virtuts. 
O contexto actual de crise económica indicia uma série de sintomas que nos remetem a uma crise mais profunda que afecta os âmbitos político, cultural e educativo, no seio do qual o abandono da visão humanista parece ter um espaço central. Por este motivo, com este encontro, o CCCB propõe uma reflexão sobre as virtudes individuais e colectivas que poderiam guiar a nossa vida em comum e fortalecer a cultura democrática.
Para mais informações, podem consultar a página web do CCCB

4 de fevereiro de 2012

Passatempo ALA web/Dom Quixote: terceiro premiado anunciado

Sem outro recurso que não este, solicitamos a Manuel Augusto Rodrigues Salvador, da Guarda, 3º premiado do Passatempo da semana passada com o livro Explicação dos Pássaros, que entre em contacto connosco via e-mail (alaptla@gmail.com) até ao final de segunda-feira para tratarmos da entrega do prémio. O livro foi enviado na passada segunda-feira, por correio normal, para a morada indicada no e-mail de participação nos termos do passatempo, mas foi devolvido na passada quinta-feira por "endereço inexistente/insuficiente", e porque no contacto telefónico indicado ninguém atende. Após os e-mails (de quinta e sexta-feira) sem resposta em que pedimos a morada correcta, resta-nos a alternativa pública do nosso site para que possamos entregar o prémio. Após as 24H00 de segunda-feira, dia 06.02.2012, e caso o premiado não entre em contacto connosco pela via solicitada, iremos proceder a um novo sorteio ou passatempo para a atribuição deste prémio uma vez que não houve outro participante com as respostas correctas que possa ser repescado para o terceiro premiado.


post editado a 7 de Fevereiro: o prazo expirou e o livro não foi reclamado, pelo que vamos fazer novo passatempo para oferta deste exemplar.

7 de janeiro de 2012

«Mostra bibliográfica de António Lobo Antunes em Vila Nova da Barquinha»

«Integrado no ciclo "1 mês, 1 escritor" está a decorrer até 31 de janeiro na Biblioteca Municipal de Vila Nova da Barquinha uma mostra bibliográfica, com oferta de marcadores de livros, do escritor António Lobo Antunes.

Esta mostra poderá ser visitada de 2ª a 6ª feira das 9h às 12h e 30m e das 14h às 17h e 30m.»

21 de dezembro de 2011

ALA no evento da Figueira da Foz

Tomamos de empréstimo o ficheiro áudio que Carlos Júlio partilhou no seu blog A Cinco Tons, bem como as suas palavras, sobre o evento na Figueira da Foz no passado fim de semana.




«Na semana passada estive, em trabalho, vários dias na Figueira da Foz. Por acaso, coincidiu com a ida do escritor António Lobo Antunes ao Casino Figueirense apresentar o seu último livro "Comissão das Lágrimas". [...] Respondeu às questões de alguns dos presentes, numa resposta circular em que abordou os mais variados temas. Eu gravei a conversa. Ei-la quase na íntegra (tirei apenas uma parte dedicada à tradução e à literatura, mesmo claro e acentuei com música os cortes que fiz). António Lobo Antunes fala da guerra, dos hospitais psiquiátricos, da loucura, dos livros, das mulheres óbvias, de António Barreto, do ser português, da mestiçagem, da cultura que não interessa a nenhum poder, de Rodrigues dos Santos, do periscópio, dos programas culturais na televisão, da pílula-Expresso, da falta de tempo para fazer amor, do povo do caraças que somos, de Tony Carreira, da coragem das mulheres na gravidez.... Um ror de coisas, bem encadeadas e com muito humor.»

26 de novembro de 2011

Site aberto para mensagens e dedicatórias dos leitores a António Lobo Antunes

Caros leitores de António Lobo Antunes:

Abrimos este blog aos leitores que de alguma forma queiram expressar o seu agradecimento ao autor e dirigir-lhe algumas palavras nesse sentido, ou outra mensagem que achem importante. Mensagens que não reflictam opinião de leitura concreta de um título (essa matéria já é tratada de forma diferente), e que, por falta de espaço e/ou visibilidade das caixas de comentários, queiram partilhá-las de forma mais directa com os outros leitores e visitantes deste blog. 

Antes de avançar para as condições que permitam expressarem-se sobre/ao escritor, devo alertar para o facto de que António Lobo Antunes (ALA) não é utilizador da Internet pelo que o blog não é lido de forma directa ou por vontade própria do escritor. Se tem conhecimento de artigos aqui colocados é tão só através de terceiros, pessoas próximas de ALA que visitam este espaço - não sabemos com que regularidade - e lhe transmitem um ou outro assunto. Portanto, o facto de serem colocadas aqui as vossas mensagens não garante que será do conhecimento de ALA, e nem devem esperar qualquer tipo de resposta do escritor aos vossos textos. Assumimos que quem pretende partilhar este tipo de mensagens aceita que o está a fazer publicamente, e nesse sentido, prestar a sua homenagem pública ao escritor. Deste modo, as mensagens que serão publicadas não devem ser pessoais ao ponto de conter qualquer tipo de pedidos ou de sugestões, uma vez que nem sequer e-mails que nos chegam com essas características são reencaminhados a ALA ou ao seu editor.

Fica aberto, assim, no nosso blog um espaço para as mensagens dos leitores que queiram dirigir-se a António Lobo Antunes, em forma de dedicatória pública. Para isso, devem remeter o vosso texto para o e-mail jalexramos@gmail.com, com o nome, apelido e localização: se reside em Portugal basta referir  o concelho ou freguesia de residência, se fora de Portugal deve referir o país, estado (se aplicável) e cidade. A seguir, as condições essenciais para o envio das mensagens:

  • Os textos devem vir acompanhados sempre pelo nome, apelido e localização do leitor (ver parágrafo anterior).
  • Permite-se que se incluam na mensagem os seguintes tipos de ficheiros: imagens, fotos, vídeos e audio (nos formatos populares), desde que não sejam violados direitos de autor. No caso dos ficheiros serem propriedade de terceiros, deve ser garantida a sua autorização para publicação, e virem acompanhados da identificação do autor e fonte (caso venha da web, será o respectivo link).
  • São aceites no texto da mensagem ligações a outros sítios web desde que o propósito não seja auto-promoção pessoal, publicidade comercial e apelo/difusão de práticas de violência, pornografia, descriminação racial e/ou social, pirataria, etc. Os sites e blogs que não sejam pessoais devem ser de teor literário.
  • As mensagens não podem conter críticas contra ou que afrontem a pessoa ou o escritor António Lobo Antunes, devido à natureza do tópico em questão.
  • São aceites textos escritos nos seguintes idiomas: português, mirandês, galego, castelhano, catalão, francês, italiano, romeno, inglês e alemão - serão publicados no idioma original. Se a mensagem vier num idioma diferente dos referidos, estará sujeita a tradução para português.
  • Erros gramaticais e ortográficos (em português) estão sujeitos a correcção.
  • Devido à nossa posição face ao Acordo Ortográfico de 1990, os textos em português que estejam a salvo dessa norma serão reescritos com a grafia do português europeu da norma anterior (seja qual for a sua origem regional).
  • Não estabelecemos limites quanto à extensão do texto, mas apelamos para o bom senso de cada um.
  • Os autores das mensagens assumem a total responsabilidade do seu conteúdo.

As mensagens serão publicadas sob o tópico "mensagens dos leitores", em momento oportuno e sem qualquer prazo após avaliadas e aprovadas, tendo reunido todas as condições acima descritas sem excepção. Qualquer mensagem que suscite dúvidas ou gere conflito após a sua publicação, será definitivamente removida.

Os interessados podem verificar o teor das dedicatórias já existentes, clicando no tópico "mensagens dos leitores". Nota: estas mensagens que foram publicadas até à data não estão ao abrigo de todas as condições acima referidas, porque então não eram exigidas.

21 de novembro de 2011

Colecção António Lobo Antunes - Ensaio

No dia em que foi publicado o 2º volume da Colecção António Lobo Antunes - Ensaio, dirigida pela Professora Maria Alzira Seixo, e publicada pela LeYa com a chancela da Texto Editores, a ensaísta fala-nos, em traços gerais, sobre a importância desta colecção (para já os dois volumes agora publicados, cf abaixo) e dos seus autores:

MariaAlzira Seixo
Estou muito feliz com a publicação destes dois livros sobre António Lobo Antunes, A Arte do Romance e A-Mão-de-Judas.

Eles mostram como os investigadores literários de agora continuam a dedicar-se à leitura atenta dos textos, à formação teórica, à reflexão inventiva e original.

No primeiro caso, vê-se como várias gerações, dos seniores aos mais jovens, abordam, de diferentes perspectivas, um grande autor - e isso é enriquecedor para todos os que os lerem. O título
A Arte do Romance é o que mais adequadamente poderíamos atribuir à prática romanesca de ALA, e os seus diversos modos de concretização estão quase todos presentes neste conjunto de estudos, em que a «Introdução» de Felipe Cammaert dá o tom de leitura crítica e exigente, com notável finura de expressão.

No segundo caso - o excelente livro de Norberto do Vale Cardoso - observa-se como uma tese académica, feita com rigor mas sempre sujeita a deslizes (estes valorosos professores do Secundário, que transformam os minutos em horas para conseguir investigar, como os admiro!), pode vir a ser apurada posteriormente, e dada a ler a todos, especialistas e amadores, quer para conhecimento quer para fruição.
A-Mão-de- Judas parte de pressupostos aliciantes, e dá-nos uma nova maneira, rica e desassombrada, de perspectivar no romance de ALA a guerra colonial.

Maria Alzira Seixo

Eis os volumes:

A Mão-de-Judas: representações da Guerra Colonial em António Lobo Antunes. Publicado hoje. (2º volume)

Texto da contracapa: António Lobo Antunes e a guerra colonial em África, tópico fundamental da literatura portuguesa nos últimos 50 anos, continua actual na obra do escritor, como está patente no último romance, Comissão das Lágrimas. E se esta guerra constituísse, além de atroz experiência humana e existencial, um vector basilar na composição do texto antuniano, imprimindo na expressão literária a perdurabilidade do risco, a ulcerada exposição à perda de si, dos outros, do sentido de tudo? Este estudo, o segundo publicado nesta colecção, percorre tais caminhos, a partir da figuração de Judas, que, entre Marte e a Morte, passando por Narciso, e um rapaz chamado António, enfrenta medos, anseios, valores, ideologias, e o risco de traçar no papel o sofrimento de irremediáveis contradições. Livro que prende o leitor, tanto quanto o ensina, reelabora uma tese de doutoramento na Univ. do Minho, e é seu autor Norberto do Vale Cardoso, professor do Ensino Secundário, actualmente na Escola Profissional de Chaves.


***

António Lobo Antunes: A Arte do Romance. Publicado em Setembro passado. (1º volume)

«Inclui estudos dos especialistas reunidos em Junho de 2009 no Centro de Estudos Comparatistas da Faculdade de Letras de Lisboa para estudarem a arte do romance na obra deste escritor». Trata-se do primeiro volume da colecção António Lobo Antunes - Ensaio. Conjunto de textos de estudiosos vários: José Gil, Paula Morão, Ana Paula Arnaut, Agripina Carriço Vieira, Eunice Cabral, Inès Cazalas e Catherine Vaz Warrot. Volume organizado por Felipe Cammaert.

ler + aqui >>

Crónica «Nós» com reflexão sobre a sua leitura por Olga Fonseca

Nós Não precisávamos de falar. Como ele dizia – Tu sabes sempre o que eu estou a pensar e eu sei sempre o que tu estás a pensar ...