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Do leitor Paulo Machado: «Sempre que leio os seu livros...»

Sempre que leio os seus livros (deverei dizer meus?), sinto uma grande sensação de paz, tranquilidade e muita nostalgia.

O seu primeiro livro que li foi "O Manual dos Inquisidores". Li-o num banco de jardim na Av. da Liberdade e passo a si talo "no meio de todas aquelas estátuas sempre tão caladas" e a partir daí, não consegui parar de ler tudo o que já escreveu.

Não me peçam para explicar os seus livros, porque é algo de que não consigo, seria arrogância da minha parte, até porque nem sei mesmo se os entendo no seu todo. Só sei que não consigo parar de os ler.

Espero que a minha filha um dia, venha a nutrir pela sua obra o mesmo que eu e que não permita que os seus (meus?) livros acabem num alfarrabista do Bairro Alto. Gostaria que os conservasse, mesmo que não os leia, e que assim passassem de geração em geração, com um lugar de destaque.

Obrigado pelo muito que deu à literatura mundial. Acredito que haja muita gente que, tal como eu, o admira muito e sinto um grande orgulho de poder seguir a sua obra enquanto vivo. Em Portugal há uma grande tendência de só se valorizar a obra das pessoas depois de mortas. É bom não me incluir nessa lista. Muito obrigado por tudo aquilo que me tem dado.

Paulo Machado


Paulo Machado
e-mail de 10.11.2006

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